
O deputado Sargento Amauri Soares, líder do PDT, se manifestou na Tribuna da Assembleia Legislativa sobre o aumento da tarifa de ônibus em Florianópolis e as manifestações provocadas por essa medida. Ele criticou o sistema de transporte da Capital classificando como “demorado, enrolado, apertado e muito caro”. O parlamentar também fez um apelo às autoridades policiais para permitir que a juventude, os estudantes e as forças populares possam exercer o direito de se manifestar por uma cidade melhor.
Sargento Soares apresentou dados que mostram a baixa qualidade e o alto custo do transporte coletivo na Capital. Segundo estudo publicado no portal G1, a tarifa de Florianópolis, entre as capitais, é a mais cara do Brasil. Além do mais, a Ilha de Santa Catarina tem o segundo pior índice de mobilidade do mundo e o deslocamento mais complicado entre 21 das principais capitais brasileiras, de acordo com estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB).
Para o deputado, custa mais caro se transportar de ônibus na Grande Florianópolis do que de carro particular. “Se for pensar o transporte de motocicleta, o custo de ônibus dá para pagar a gasolina e a prestação da moto”, argumentou. “Por isso que existe tanto congestionamento, acidentes e mutilados nos hospitais, e a situação vai ficar ainda pior”.
Nada mais que justo, na opinião do parlamentar, que a população manifeste sua contrariedade à toda essa situação “quando todos se calam diante de uma situação de uma imobilidade insuportável”. “Somente quando os estudantes se mobilizam e se manifestam algumas autoridades aparecem para falar no sentido de criminalizar e impedir o movimento”, criticou.
O deputado pediu aos comandantes da Polícia Militar e do 4º Batalhão da PM, que faz o policialmente na região central da cidade, para garantir o “direito inalienável” de manifestação. “A sociedade não tem nada a ver com o fato de as autoridades terem deixado chegar a esse ponto de sufocamento. A população está sendo penalizada pelo transporte mais caro do Brasil e tem sim o direito se manifestar”. Sargento Soares defendeu que a Polícia realize sua missão constitucional de fazer segurança pública “sem coibir o direito de manifestação”.
Alexandre Brandão
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