Saretta defende agilidade e otimização de ações e recursos para reduzir tempo de espera por cirurgias


21/05/2026 - 18h46min

Saretta defende agilidade e otimização de ações e recursos para reduzir tempo de espera por cirurgias

Foto: Bruno Collaço / Agência Alesc

O deputado Neodi Saretta (PT) ressaltou que ainda há muitos desafios na área da saúde, apesar dos números positivos apresentados pelo secretário estadual da pasta, Diogo Demarchi, nesta semana, na Assembleia Legislativa (Alesc).

Segundo ele, é preciso agilidade e otimização das ações por parte do governo do Estado, da Secretaria de Saúde e dos municípios para resolver as persistentes e extensas filas de espera para a realização de exames, consultas com especialistas e cirurgias eletivas, uma situação que, segundo ele, prolonga o sofrimento de milhares de pacientes em todo o estado.

“Os municípios estão vivendo uma época excepcional de arrecadação e nunca houve período tão bom para investimentos, com a economia brasileira aquecida e permitindo a entrada de tantos recursos no caixa das prefeituras e do Estado. Significa que há condições de avançarmos mais para atender as demandas da sociedade”, comentou.

Saretta reconhece que houve um número relativamente grande de cirurgias realizadas, mas ressalta que foram as mais simples. Destacou que recebe mensagens com frequência de pessoas reclamando que esperam por um ou dois anos para a realização de um procedimento, uma consulta ou um exame especializado.

Ele citou o caso de uma paciente que estava na posição 396ª na fila de espera de cirurgias e após dois anos baixou para a 72ª e agora subiu para 300ª novamente e se continuar assim a estimativa de espera calculada pelo próprio sistema de regulação de vagas do Sistema Único de Saúde é de 12 anos para ser atendida. “Não dá para admitir isso. A questão não é só de aumento de percentual de gastos, mas de otimização e ampliação de centros de atendimento.”

Saúde preventiva

Outro ponto fundamental destacado pelo deputado Neodi Saretta é o trabalho na saúde básica, preventiva, no âmbito das prefeituras, principalmente, que é a porta de entrada dos pacientes e que possibilitam a realização de exames para detectar as doenças.

O deputado também defendeu o fortalecimento dos hospitais regionais e as estruturas locais de saúde que, segundo ele, foi um passo fundamental para garantir a dignidade da população e a equidade no acesso aos serviços públicos.

Saretta contou que quando assumiu a primeira vez a presidência da Comissão de Saúde da Alesc em 2017, falava-se muito que hospitais com menos de 200 leitos, como o de Seara, de Lindóia, Peritiba, Arabutã, Itá, Irani, só para citar alguns municípios, não teriam viabilidade e teriam que fechar.

“Nós, que conhecíamos a realidade do estado, levamos este debate adiante e na pandemia ficou claro a importância destes hospitais regionais, municipais, de retaguarda.”

O Ministério da Saúde também começou a reestruturá-los e dotar alguns de especialidades, como saúde mental ou cuidados prorrogados. “Hoje temos 200 hospitais em Santa Catarina conveniados que atendem pelo SUS e esta rede foi fundamental na pandemia. Podemos andar em todas as regiões e ver que há um hospital grande com suporte dos pequenos das cidades vizinhas. Eu tenho convicção que valeu a pena a gente ter lutado por isso e hoje é um assunto pacífico, todo mundo concorda que sem estes hospitais não teríamos esta força e capilaridade no atendimento da saúde dos catarinenses”, afirmou.

Juliana WIlke

Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  

bancadaptsc@gmail.comSite: www.ptsc.pt.prg.br | Facebook: @PT na Alesc 

| Instagram: @PT na Alesc X: @PTnoparlamento

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias