
O deputado Neodi Saretta (PT) defendeu um debate técnico e responsável sobre as restrições impostas pela União Europeia à importação de carnes brasileiras. Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa (Alesc), afirmou que é preciso compreender os critérios adotados pelo bloco antes de transformar o tema em disputa política.
Saretta destacou que a União Europeia não está entre os dez maiores importadores da carne brasileira, embora seja um mercado muito importante. “Venho de uma região produtora e creio que as ações serão tomadas para contornar o problema.”
Segundo o deputado, a decisão está relacionada às exigências sanitárias que proíbem o uso de determinados antibióticos para estimular o crescimento animal ou aumentar a produtividade na produção de alimentos.
“A União Europeia tem critérios rígidos nesse sentido. Antes de simplesmente dizer que o governo não tomou providências, é importante entender quais são as exigências feitas e por que essa decisão foi tomada. Esses critérios devem ser discutidos sim e se forem procedentes deverão ser adaptados pelas empresas produtoras. Não é o governo que faz a produção das carnes, é claro que ele faz a regulação, então nós vamos ter que tratar esse assunto com muita seriedade, muita responsabilidade”, afirmou.
O parlamentar explicou que as normas europeias também vetam o uso, em animais destinados ao consumo, de antibióticos reservados ao tratamento de determinadas infecções humanas.
Para Saretta, caso os critérios sejam considerados procedentes, será necessário que as empresas produtoras se adaptem às exigências internacionais. Ele ressaltou que o papel do governo é atuar na regulação e fiscalização do setor, mas que a produção é responsabilidade das empresas.
“Esse assunto precisa ser tratado com muita seriedade e responsabilidade, muito mais do que qualquer disputa política”, declarou.
O deputado também observou que, em ano eleitoral, muitos debates acabam sendo conduzidos sob viés político e reforçou a necessidade de um posicionamento equilibrado diante de temas que impactam diretamente a economia, como do agronegócio catarinense.
Juliana Wilke
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