Saretta compara listas de boicote político a práticas extremistas e pede apuração das autoridades


29/10/2026 - 18h15min

Saretta compara listas de boicote político a práticas extremistas e pede apuração das autoridades

Foto: José Fernando / Agência Alesc

O deputado Neodi Saretta (PT) lamentou nesta quinta-feira (29) as perseguições, constrangimentos e a circulação de listas de boicote motivadas por posicionamentos políticos e cobrou providências dos órgãos de fiscalização e de segurança pública.

O parlamentar alertou sobre o grave retrocesso que essas atitudes representam para a democracia. Ele comparou a criação e difusão de listas direcionadas a estabelecimentos e a trabalhadores a momentos sombrios da história mundial, lembrando condutas adotadas no período do nazismo.

“É inadmissível que numa sociedade democrática, nós voltarmos a práticas que foram histórica e mundialmente combatidas, de fazerem listas como se fazia no nazismo, de botar nome de empresas, símbolos na frente por posição política A ou B. Isso ultrapassa qualquer limite”, afirmou Saretta durante o debate em plenário.

O deputado observou que a disseminação dessas listas cria uma espiral perigosa, podendo desencadear ações de retaliação em cadeia, o que compromete não apenas a convivência pacífica na sociedade, mas também fere os princípios fundamentais da legislação brasileira e da liberdade econômica.

Cobrança às autoridades

Diante do agravamento do cenário, o deputado Saretta defendeu que a Assembleia Legislativa mantenha uma postura firme de repúdio a qualquer forma de coerção e apelou para a intervenção do Ministério Público, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) e das forças policiais para a identificação e responsabilização dos organizadores e divulgadores do movimento.

“Além da infração à legislação e aos princípios da liberdade econômica, não estamos crescendo em nada com isso. É lamentável que existam essas ações. É fundamental que o Ministério Público fique atento, entre com ações, o Tribunal Regional Eleitoral, a Polícia, para ver quem está fomentando e divulgando isso, pois não podemos admitir tal conduta”, disse.

Foto: José Fernando/Agência Alesc

Juliana Wilke

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