Policiais e bombeiros militares recebem diária de apenas 100 reais


06/02/2013 - 20h40min

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT)

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT)

A situação de milhares de policiais e bombeiros militares que atuam na chamada Operação Veraneio no litoral e nas cidades balneárias de Santa Catarina foi tema de pronunciamento do deputado Sargento Amauri Soares (PDT), na tarde de quarta-feira (6). Para deslocamento de uma região para outra, os agentes recebem uma diária de R$ 100 para pagar os custos de hospedagem e alimentação. "Estão trabalhando em escalas atenuantes para garantir o mínimo de segurança a toda a população e visitantes. É uma condição indignante", denunciou.

Ainda na área de segurança pública, o deputado falou sobre a origem histórica da onda de ataques no Estado. "As causas mais profundas são mais de duas décadas de abandono dos serviços públicos essenciais, federal e estadual", disse, defendendo a titular da Secretaria de Justiça e Cidadania, deputada Ada De Luca. Para ele é "simplismo, casuísmo e oportunismo" responsabilizar apenas uma autoridade. "Ao mesmo tempo em que um não é responsável todos que governaram o Estado e apoiaram o governo, nos últimos 20 anos, são responsáveis pelo caos atual da segurança pública", falou.

Database
Para o deputado Sargento Soares, ficou nas entrelinhas do pronunciamento feito pelo governador Raimundo Colombo na tarde de terça-feira (5), na Assembleia Legislativa, o fato de que esse ano os servidores públicos estaduais não terem reposição das perdas salariais de 2012. Ele informou ainda que já chegou na Alesc projeto de lei alterando a lei de database dos servidores, apesar de ainda não conhecer detalhes do projeto, pois não foi distribuído aos parlamentares.

Soares também informou que também não chegou projeto de lei oficializando os benefícios negociados pela greve de 60 dias dos funcionários públicos da saúde no final do ano passado. “As vaias que tiveram ontem aqui”, disse se referindo ao pronunciamento do governador na Alesc, “foi pelo simples fato de que desde 21 de dezembro do ano passado o governo ainda não tinha encaminhou projeto para dar o encaminhamento legal para o acordo realizado”.

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