Mulheres Camponesas entregam pauta à presidenta da Epagri


26/03/2019 - 20h27min

Justina Cima, Edilene Steinwandter e Luciane Carminatti FOTO:Talita Rosa/divulgação

Justina Cima, Edilene Steinwandter e Luciane Carminatti FOTO:Talita Rosa/divulgação

Ao abrir a porta da sala da Presidência para a primeira das inúmeras audiências da semana, Edilene Steinwandter demonstrou surpresa. “Nunca recebi tantas mulheres para uma reunião!”, disse a presidenta da Epagri, que acaba de completar 40 dias no comando do órgão. 

Nesta segunda-feira (25/03), as integrantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Justina Cima e Ivete Mendes, entregaram em mãos à presidenta a pauta atual das trabalhadoras rurais do Estado. O principal encaminhamento foi por políticas de Estado que garantam a implantação dos programas pensados pelo movimento em mais de 80 municípios, nas áreas de merenda escolar, quintais produtivos e linhas de crédito subsidiado. 

A audiência que aproximou as camponesas de Quilombo, no Oeste, com a presidenta da Epagri, na Capital, foi articulada pela deputada Luciane Carminatti (PT). “A luta das mulheres camponesas esbarra nas dificuldades de crédito e comercialização. A Epagri não conseguirá resolver as pautas isoladamente, mas pode assumir o papel de articulação com as demais secretarias estaduais, como Agricultura e Pesca e Saúde”, destacou.

Durante a reunião, a presidenta da Epagri comprometeu-se com a formulação de propostas de políticas públicas e a estimular as Secretarias a articularem-se entre si para pensar papéis maiores do que apenas o fomento da atividade das mulheres rurais. “Vou apresentar cada uma das solicitações ao nosso diretor de Extensão e solicitar que as demandas sejam incluídas na pauta da reunião agendada pelo governador no próximo dia 4 de abril”, informou.

“A presidenta da Epagri apresentou um ótimo entendimento sobre as nossas causas. Agora, caberá a nós apresentar uma nova proposta, mais específica, para contribuir nesse avanço das políticas de Estado. É uma conquista urgente para as nossas trabalhadoras, pois muitas permanecem na violência porque não têm autonomia financeira.”, avaliou Justina Cima, dirigente estadual do MMC.

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