Meio ambiente: Alesc discutirá proibição de pulverização aérea de agrotóxicos


01/11/2017 - 17h55min

Deputado Vaduga, autor do projeto

Deputado Vaduga, autor do projeto

FOTO: Miriam Zomer/Agência AL


Dados apontam a baixa efetividade da prática, além de existirem indícios de relação com o aumento de casos de câncer, contaminação de rios e diminuição no número de abelhas.
 A proibição de pulverização aérea de agrotóxicos é tema de um projeto de Lei, apresentado pelo deputado Cesar Valduga (PCdoB) na sessão de quarta-feira (01), no Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
O Brasil campeão no consumo de agrotóxicos, responsável por 19% do mercado mundial. Para o autor da matéria, a proposta busca evitar uma prática que faz com que o veneno extrapole os limites das propriedades rurais. “O uso intensivo de agrotóxico, por si, já é um problema que resulta em doenças e devastação do meio ambiente. A pulverização aérea agrava muito esse cenário, pois as partículas de veneno dispersas no ar podem alcançar mais de 30 quilômetros, recaindo sobre mananciais, cidades e florestas”, explica Valduga.
Um relatório apresentado pela subcomissão que debate o tema na Câmara dos Deputados aponta que cerca de 70% dos agrotóxicos aplicados por aviões não atingem o alvo, atingindo o ambiente do entorno, áreas urbanas, rios, animais, propriedades dedicadas ao cultivo orgânico, além de causar a mortalidade de insetos importantes para a polinização das plantas, como abelhas e borboletas.
Em Santa Catarina, a mortalidade de abelhas tem obrigado fruticultores a alugar colméias para garantir a produção.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o uso de agrotóxicos é superior a 18 quilos por hectare plantado no Brasil. Já em Santa Catarina, este número ultrapassa os 14 quilos por hectare.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias