
“Em 2019 tivemos 329 mortes de LGBTQIA+ e a cada uma hora um é agredido no Brasil. O país é também o que mais mata travestis e transexuais no mundo”, disse a deputada Luciane Carminatti (PT) no plenário da Alesc, ao se solidarizar com a equipe do projeto “Criança Viada Show”, que teve a live intitulada “Roda Bixa” suspensa pela Fundação Cultural de Itajaí.
“Trata-se de um projeto de memória e registros de cinco artistas homossexuais, que falam, em formato de podcast e vídeo, sobre suas trajetórias, vidas e existências enquanto LGBTQIA+. O projeto é feito por e para adultos”, explicou.
Para Luciane, todos têm direito a voz e o Parlamento não pode negá-la ou censurá-la. “Precisamos legislar com base nos princípios constitucionais e tratar a todos com igualdade e respeito. Este é o princípio maior. Não podemos concordar que o preconceito, o olhar de discriminação e a violência ecoe.”
Segundo ela, há espaço no mundo para que todos possam construir com dignidade as suas vidas e seus direitos. “Nós, como parlamentares, precisamos reproduzir a cultura da paz e não a do ódio, do preconceito, nem difundir a padronização de um modelo de vida e de comportamento.”
O pronunciamento da deputada Luciane ocorreu em meio à votação de moção do deputado Jessé Lopes (PSL) manifestando ao defensor público geral repúdio ao posicionamento adotado pelo subcoordenador de "núcleo" específico da Defensoria Pública de Santa Catarina, que insinuou suposta conduta censora por parte da Prefeitura de Itajaí, que suspendeu o evento "Criança Viada Show", que receberia verba da Lei de incentivo cultural Aldir Blanc. A moção foi aprovada hoje por maioria.
Juliana Wilke
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