Grave problema da eletrificação rural catarinense é discutido em Brasília


26/09/2017 - 14h13min

Natalino Lázare acerta os detalhes da reunião em Brasília com coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado João Paulo Kleinübing.

Natalino Lázare acerta os detalhes da reunião em Brasília com coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado João Paulo Kleinübing.

O grave problema da falta de uma rede elétrica de qualidade nas propriedades rurais é pauta em Brasília, nesta terça-feira, 26. Na reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, o presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural, deputado Natalino Lázare, vai explanar sobre a dramática situação dos produtores, notadamente os médios e pequenos. As redes na região rural são monofásicas e não suportam mais a demanda energética dos equipamentos agrícolas das propriedades, nem dos novos eletrodomésticos.

“Levantamos essa bandeira no início do ano e agora ela virou pauta estadual. Nosso próximo passo, aqui em Brasília, é federalizar essa pauta para mudar a vida dos nossos agricultores. Também definimos a agenda de hoje no Ministério da Saúde”, enfatiza o deputado Natalino.

Nesta manhã, o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), confirmou que o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adolfo Brito (PP), também terá espaço para discorrer sobre o assunto. Da mesma forma, os deputados federais gaúchos devem receber Lázare e Brito, que estão articulando apoios estratégicos para a melhoria das redes de energia rural.

“Estamos fazendo esse movimento conjunto entre os dois estados, que já virou pauta prioritária na Celesc e no governo catarinense, para que os agricultores possam se desenvolver, contribuindo também para conter o êxodo rural,” resume Lázare.

Percentuais
No Rio Grande do Sul, as autoridades não vão envolver o governo do Estado, que passa por grande dificuldade financeira. A proposta dos gaúchos é dividir os custos da conversão das redes de mono para trifásicas da seguinte forma: 50% para a União (que poderia financiar a modernização mediante uma segunda edição do Programa Luz Para Todos, desta vez para fortalecer o sistema e fornecer energia de qualidade para o campo); 30% para as concessionárias de energia e 20% dos custos ficariam com os produtores.

A proposta, aprovada pelos presentes no Seminário Eletrificação Rural, Desafios Urgentes, para Santa Catarina é um pouco diferente: 50% dos recursos seriam oriundos da União; 40% divididos entre Estado, a Celesc e as demais cooperativas de energia, e 10% bancados pelos agricultores. A proposta foi apresentada pelo deputado Altair Silva, que tem ligação com o agronegócio e participou do seminário.

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