
A deputada Luciane Carminatti (PT) levou ao plenário nesta terça-feira (26) uma análise técnica do Ministério Público que encontrou resquícios de agrotóxicos na água oferecida pelo abastecimento público de 22 municípios em Santa Catarina.
De acordo com a análise, das 17 substâncias que chegam às torneiras, no Estado, sete estão proibidas na União Europeia, por evidenciarem danos à saúde.
“Estamos contaminando nossas crianças. Santa Catarina tem a maior taxa de intoxicação por habitante e um quinto das vítimas são crianças e adolescentes”, alertou.
A deputada também levou ao parlamento outros dados científicos bastante preocupantes, revelados no Seminário sobre Agrotóxicos nos Alimentos, na Água e na Saúde, promovido pelo MPSC, do qual participou no último dia 25:
1- Glifosato, o agrotóxico mais usado no país (em 60% dos cultivos) é liberado aos ventos, literalmente (pulverização aérea), porém proibido em vários países, pela ligação direta com doenças como câncer, principalmente o linfático.
2- Em sete anos, mais de mil pessoas morreram vítimas de intoxicação no país.
Luciane Carminatti é autora de um projeto de lei que visa à proibição de pulverização aérea de agrotóxicos no Estado. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça.
“Apelo à CCJ que avalie a proposta com a devida e célere atenção que merece. Nossa saúde está em jogo”, disse.
No evento do qual participou foi apontado também que, em um ano, cada brasileiro consome em média 7 litros de agrotóxicos, o equivalente a três garrafas de refrigerante de dois litros. São dados do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
Na Comissão de Educação, Luciane Carminatti relata um projeto de lei que pretende proteger crianças, definindo regras de segurança alimentar para as merendas escolares.

