
Em pleno início do ano letivo, centenas de estudantes da rede pública de ensino estão sem aulas em vários municípios catarinenses porque as escolas estaduais passam por reformas. A situação foi criticada pelo deputado Dirceu Dresch (PT), na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (06). Somente em Joinville, citou o parlamentar, a situação afeta cerca de 1500 estudantes de seis instituições. “Os pais decidiram fazer protestos durante toda a semana para cobrar providências, inclusive em frente a Secretaria Regional [SDR], que não resolve nada”, disse.
Dresch voltou a cobrar do Governo a redução dos gastos com as regionais e em contraprtida qualificar a educação, principalmente dos jovens, no momento em que Santa Catarina recebe novas empresas. “Até agora não se sabe para que servem as SDRs. Os prefeitos vem à administração central para tratar dos problemas. Enquanto isso o governo gasta R$ 530 milhões por ano para mantê-las”, frisou.
A líder do PT na Alesc, deputada Ana Paula Lima, também questionou o Estado pela demora em promover as reformas, comprometendo o calendário escolar, e reforçou a cobrança pela redução da estrutura adminstrativa. “O governo mantém as 36 secretarias regionais que só servem como cabide de emprego. O Tribunal de Contas do Estado já orientou que esta estrutura seja reduzida”, declarou.
Assembleia do Sinte
Dresch registrou a realização da assembleia geral do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), nesta terça-feira (05), em Florianópolis. De acordo com ele, o evento reuniu mais de mil professores e professoras que seguem com a reivindicação pelo pagamento do piso do magistério e manifestaram preocupação com o Projeto de Lei em tramitação na Alesc que não representa os anseios da categoria. "Estaremos atentos para estas demandas dos trabalhadores da educação”, afirmou.

