
A Festa do Divino, tradição com mais de 200 anos em Santa Catarina será homenageada em uma sessão solene na Assembleia Legislativa, na próxima segunda-feira, em Florianópolis. Realizada em mais de 50 cidades do Litoral, e mobilizando dezenas de comunidades, o evento com raízes na cultura açoriana, tem seu ciclo, que se inicia em maio, encerrado em setembro.
“É uma manifestação muito importante para Santa Catarina, pois além de perpetuar a história de uma colonização, também promove a interação social e a mobilização em favor do bem” disse o deputado Marcos Vieira (PSDB), autor da proposta para a realização da sessão junto com a deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB).
Na sessão solene serão homenageadas as cidades de Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Santo Amaro da Imperatriz, São José, Biguaçu e Tijucas, todas com tradição de realizar os festejos em suas comunidades.
A Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas do catolicismo popular e conta com simbologias como bandeira, cantoria, novenas, festeiros, e o casal imperial com a sua corte.
“É uma festa que envolve toda a família e merece ser valorizada, pois trata de valores como o espírito solidário”, disse Vieira.
A professora e historiadora Lélia Pereira da Silva Nunes, autora do livro Caminhos do Divino, Um olhar sobre a Festa do Espírito Santo em Santa Catarina, definiu a tradição como sendo “a festa da esperança de um mundo melhor, de uma nova era, do amanhã de todos nós”.
A sessão solene ocorre a partir das 19h do dia 19 deste mês, no Plenário Osni Régis.
Festa do Divino
A origem remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas.
Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas como de fogo, segundo conta o Novo Testamento. Desde seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade, e abundância para todos.
A devoção ao Divino encontrou um solo fértil para florescer nos territórios portugueses, especialmente no arquipélago dos Açores. De lá, espalhou-se para outras áreas colonizadas por açorianos, como a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, e diversas partes do Brasil, principalmente Santa Catarina. (Fonte: Wikipedia)
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