
O secretário da Segurança Pública, César Augusto Grubba, acompanhado do seu adjunto, coronel Fernando Rodrigues de Menezes, recebeu em audiência na tarde de terça-feira (22) representantes das associações dos oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar.
A pauta conjunta de reivindicações tratou da política salarial dos militares, ativação de vagas para cabos e sargentos, encaminhamento do projeto de lei da promoção dos tenentes-coronéis e a anistia para os policiais que participaram da manifestação por melhores salários no final de 2008.
Aprasc e Acors defenderam aumento real do piso salarial dos soldados – considerado muito defasado, diante dos riscos da profissão e da exigência de nível superior. De acordo com a carta subscrita pelas duas entidades e entregue ao secretário, “o salário dos soldados deve ser revisto e incrementado, sob pena de estarmos extinguindo toda uma carreira de fundamental importância para a segurança pública”,
O secretário entende como legítimas as reivindicações e garantiu que encaminhará os pedidos para análise da Coordenadoria Executiva de Negociação e Relações Funcionais (Coner) criada, segundo ele, para ampliar e manter um canal permanente de negociação com todas as categorias dos servidores públicos.
O secretário também confirmou que é desejo do governador tratar de forma igualitária a questão salarial dos profissionais da segurança pública.
“A reunião foi boa porque o secretário se comprometeu a defender nossas demandas junto ao governador e o Comitê Gestor para que não haja discriminação”, avalia o deputado Sargento Amauri Soares (PDT), presidente da Aprasc.
Anistia
Durante toda a manhã desta terça-feira, o Conselho Estratégico da Polícia Militar, formado pelos 29 coronéis da corporação, se reuniu e aprovou a aplicação da anistia aos praças que participaram das manifestações de dezembro de 2008. A decisão ainda não foi tornada pública, mas já se sabe que a Lei Federal nº 12.191 vai ser cumprida. O Comando da PM vai sugerir ao governador a assinatura de um decreto apenas reintegrando os 18 excluídos da Polícia Militar.
A situação dos militares que foram punidos com penas de advertência e detenção ainda não está definida.
Alexandre Silva Brandão, assessor de imprensa gabinete deputado Sargento Amauri Soares

