
O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) criticou a proposta do governo do Estado de promover a terceirização da merenda escolar na rede pública de educação. Ele considera a medida “inadmissível” e um “roubo” contra o patrimônio público. Em sua opinião, a privatização da merenda escolar vai aumentar de forma “assustadora” o gasto público, além de promover um serviço de pior qualidade. O deputado também criticou a possibilidade de desempregar até 5 mil trabalhadores. “Não tem filosofia política, por mais retrógrada que seja, capaz de sustentar isso”, afirmou.
Em Santa Terezinha do Progresso, no Extremo-oeste, a alimentação das crianças, que antes custava em média R$ 1 por aluno para alimentar durante um período, com produtos da região, agora vai custar R$ 2,88, e em apenas uma etapa, exemplificou.
Segundo Soares, essa medida vai isolar ainda mais o pequeno agricultor catarinense, quando seria necessário promover políticas públicas para impulsionar a agricultura familiar.
“Alguém nesse Estado precisa colocar a mão na consciência e tirar a mão do bolso. É um crime contra o patrimônio público, contra as crianças e contra os pequenos agricultores”, criticou.
O deputado Sargento Soares produziu um requerimento convocando o secretário da Educação, Silvestre Herdt, para prestar esclarecimentos junto à Assembleia.
Alexandre Brandão
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