
A secretária adjunta da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Rosita Morits dos Santos, confirmou estar garantido o repasse dos recursos para a aquisição de materiais utilizados na realização de exames de DNA, junto ao Laboratório Publico de Lages. A informação foi repassada ontem (10), durante reunião agendada pelo deputado Elizeu Mattos (PMDB), junto à Secretaria da Saúde com comitiva lageana, onde fizeram parte os geneticistas Altamir Guidollin e Adelar Mantovani, a coordenadora do Consórcio Intermunicipal da Amures, Nalú Júlio, e a presidente do Instituto Paternidade Responsável, Marisol Jaqueline Reche. Já o Tribunal de Justiça, parceiro na iniciativa, através da sua corregedoria, foi representado pela advogada Mônica Cardoso Teixeira.
De acordo com a secretária, o atraso no repasse aconteceu devido à mudança de governo e que isso foi um processo normal. “Nós apenas respeitamos o prazo solicitado pelo governador Raimundo Colombo para que ele pudesse se inteirar das mudanças administrativas”. De acordo com ela, o alerta no atraso da liberação dos recursos, foi feito pelo deputado Elizeu Mattos, que marcou o encontro para que a situação fosse esclarecida. “Podemos afirmar que os recursos na ordem de R$ 575 mil, oriundos de convênio assinado entre o Cav/Udesc, Governo do Estado, através da Saúde e o Instituto Paternidade Responsável, já foram empenhados”, salientou.
O líder do Governo na Assembleia lembrou que o único laboratório público de DNA do Estado, foi inaugurado em abril de 2006, pelo então governador Luiz Henrique da Silveira. Sua instalação, numa área anexa ao CAV/Udesc, foi por intermédio do trabalho realizado em Lages pelo Instituto Paternidade Responsável (IPR). “Realizamos em Lages um grande serviço a toda comunidade catarinense. Temos o maior orgulho de saber que é na nossa na cidade que funciona hoje o único laboratório de DNA público também de toda região Sul”, destacou o parlamentar.
Nesses cinco anos de funcionamento, o laboratório já realizou mais de seis mil exames de DNA. O resultado leva em média até 30 dias para estar concluído e, segundo o responsável técnico pelo laboratório, o doutor em genética Altamir Frederico Guidolin, a análise do acido desoxirribonucleico (DNA) pode ser utilizada para identificar crianças em maternidade e em investigações criminais por meio de amostras biológicas coletadas em cenas de crime ou restos mortais; na identificação de doenças genéticas, diagnosticando e prevenindo quadros patológicos, e na identificação e quantificação de agentes patogênicos, permitindo o tratamento medico adequado em doenças, como a Aids.
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