
O projeto de lei complementar que regulamenta o piso nacional do magistério e faz adequações nos vencimentos da carreira foi aprovado pela Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (13). A matéria deve por fim a greve que se estendeu nas últimas semanas, mas já se encerrou em várias unidades escolares. A versão final do acordo administrado pelo parlamento prevê um impacto imediato na folha que supera R$ 27 milhões mês, e deverá ultrapassar R$ 38 milhões a partir de janeiro de 2012. Além disso, o governo se comprometeu a pagar os dias parados descontados dos grevistas em três dias, a partir do retorno às escolas, desde que firmado o compromisso de recuperação do ano escolar.
“Foi uma negociação arrastada, complexa, mas a versão final assegura conquistas significativas para a categoria, e os números falam por si”, valorizou o líder do governo Elizeu Mattos. “Além disso, as negociações sobre o plano de carreira vão se estender por meio de uma comissão paritária, negociação aberta pelo governador Raimundo Colombo”, completou o parlamentar peemedebista.
Os ganhos imediatos variam, já em agosto, de 11,7% até 46,6%. E para janeiro próximo, em relação a maio passado, a conquista salarial vai de 39,7% a 81,5%. “Houve avanços importantes, um debate acalorado, mas o parlamento sempre trabalhou em busca de um acordo, da melhor solução, e o governo chegou até onde podia, tanto é que somente este ano a folha do magistério vai ter um incremento total de R$ 246 milhões, e no próximo o ganho real da categoria vai ultrapassar a R$ 533 milhões”, disse o líder da bancada, Manoel Mota.
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