
A Assembleia Legislativa aprovou, hoje, moção da Bancada do PP encaminhada ao Fórum Parlamentar Catarinense pedindo que gestione, junto aos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, no sentido de que a Argentina suspenda ou reduza as barreiras às importações da carne suína do Brasil ou, caso contrário, sejam adotadas compensações com base na reciprocidade entre os dois países.
A moção, sugerida pelo deputado Plínio de Castro à Bancada, lembra que o volume de embarques de carne suína de Santa Catarina para a Argentina caiu 12% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com 2011, por conta das barreiras daquele país às importações desse produto. Destaca que essa redução significa que pelo menos 300 toneladas de carne suína deixaram de ser vendidas àquele país, num prejuízo de 800 milhões de dólares.
No documento, os progressistas lembram ainda que essas perdas não serão recuperadas em curto prazo e que a Argentina é o quinto mercado global para Santa Catarina. “Considerando que os argentinos compram 10% da produção catarinense, as barreiras tornam a situação mais grave”, diz a moção, acrescentado que, para piorar, os produtores catarinenses enfrentam baixa remuneração: o preço pago por quilo caiu de R$ 2,60, no ano passado, para R$ 1,90, enquanto o custo subiu para R$ 2,65”. Muitos produtores, donos de matrizes, “vêm tirando dinheiro de outras atividades, como a leiteira, para cobrir o prejuízo, já que calcula-se a perda de R$ 60 por suíno gordo”.
“Os produtores entendem que, no caso de persistirem as barreiras, deveria haver pelo menos reciprocidade do lado brasileiro, exigindo-se compensações”, conclui o documento.
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