
“Não podemos fazer de conta que não é conosco, não podemos simplesmente ignorar a dramática situação da suinocultura de Santa Catarina”- o alerta é do deputado Plínio de Castro (PP), ao apresentar hoje, na Assembleia Legislativa, duas solicitações, uma no plano federal e outra no âmbito estadual, visando medidas que “pelo menos reduzam” as enormes dificuldades que o setor vem enfrentando.
A primeira, uma moção encaminhada ao Fórum Parlamentar Catarinense (que reúne os 16 deputados federais e os três senadores de Santa Catarina) pedindo que este gestione junto ao governo federal para que seja implantado no ano em curso, o chamado Programa do Milho, modalidade Prêmio de Escoamento da Produção, no valor de R$ 8,00 a saca. Este Programa já foi editado em 2010 e 2011 para acudir os produtores de milho e agora o apelo é para atender os suinocultores através de um subsídio do governo na compra das sacas de milho.
A segunda solicitação de Plínio é uma Indicação ao governo do Estado, pedindo que isente do ICMS a venda de leitões até 30 quilos nas transações interestaduais. As duas solicitações foram aprovadas por unanimidade pelo plenário do Parlamento e, inclusive, recebeu apoio e elogios de outros parlamentares, de diferentes partidos.
Segundo Plínio, as solicitações, na verdade, traduzem “um pedido de socorro” dos suinocultores, e essa ajuda precisa ser urgente: nada menos do que 140 mil pessoas estão envolvidas na cadeia produtiva da suinocultura em Santa Catarina, e se as providências necessárias não forem tomadas rapidamente, há um sério risco de desmantelamento do setor. Muitos suinocultores, endividados e desestimulados, estão procurando outras atividades. Vale lembrar que a suinocultura catarinense tem sido referência nacional, observou o parlamentar. A recente decisão da Argentina de suspender as barreiras à compra de carne suína do Brasil foi bem recebida em Santa Catarina, mas o período em que vigoraram, causaram um prejuízo de mais de 800 mil dólares à suinocultura catarinense.
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