
O reajuste de 22,22% do piso nacional do magistério, anunciado pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (27), repercutiu no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. No plenário, a deputada Ana Paula Lima (PT) destacou a medida como um grande esforço de valorização profissional e um passo importante para avançar na qualidade da educação no país. Com o reajuste, a remuneração mínima dos professores passa de R$ 1.187,00 para R$ 1.451,00.
A parlamentar lembrou que o pagamento do piso é uma luta permanente do magistério catarinense e enfatizou que espera que o governo estadual cumpra os compromissos assumidos no ano passado, depois da paralisação de dois meses. De acordo com a deputada, o Executivo não pode alegar desconhecimento do reajuste, tendo em vista que este assunto já estava na pauta de reivindicações da categoria durante a greve.
Ana Paula rebateu os argumentos de que o Estado não tem orçamento para bancar o aumento salarial. “Não falta dinheiro para pagar o salário dos professores. O que falta é aplicar na educação os recursos que de fato são da educação. Vamos acompanhar este processo e cobrar a implantação do piso nacional do magistério”, afirmou.
Ela também questionou a postura do governador Raimundo Colombo, quanto a informações veiculadas na imprensa de que estaria tentando impedir o aumento do piso. “Espero que isso não se confirme, porque os professores catarinenses não merecem este desrespeito. Já temos o péssimo exemplo do ex-governador, Luiz Henrique da Silveira, que entrou na justiça com uma Ação de Inconstitucionalidade contra a lei do piso nacional”.
Na próxima quinta-feira (01) será empossado o novo secretário de Educação, Eduardo Deschamps, que na opinião da deputada terá como grande desafio garantir a valorização do magistério e priorizando o ensino público de qualidade.
Campus da UFSC – A implantação de um campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) junto à FURB começa a se concretizar, destacou Ana Paula. Segundo ela, o primeiro planejamento foi anunciado no início desta semana e prevê a criação de 6,3 mil vagas até 2020. Para a deputada, embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido até a consolidação do projeto, “estamos no caminho certo, abrimos as portas para termos, no médio prazo, uma universidade federal em Blumenau”.
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