Dos Gabinetes – “O PLC26 não pode votado a toque de caixa”, afirma a deputada Ana Paula


12/07/2011 - 21h37min

Deputada Ana Paula Lima (PT)

Deputada Ana Paula Lima (PT)

“Precisamos corrigir o seu rumo e possibilitar o diálogo com o magistério”
Com o Plenário novamente lotado por professores estaduais em greve, a deputada Ana Paula Lima (PT), na sessão desta terça-feira, 12/07, voltou a defender a categoria e a criticar com veemência as medidas do governo do Estado, especialmente em relação ao Projeto de Lei Complementar 26, por ter sido encaminhado à Assembléia Legislativa para ser votado apressadamente. “O PLC 26 não pode ser votado neste plenário a toque de caixa. É um projeto que exige de nós a mais cautelosa análise, da qual precisamos tempo, inclusive para, se for o caso apresentar emendas, ou até mesmo, um substitutivo global que venha a corrigir o seu rumo e possibilitar um diálogo com a categoria e que vise de fato a implementação do piso nacional do magistério em Santa Catarina”, ressaltou a parlamentar. Ela disse que a Bancada do Partido dos Trabalhadores vai utilizar todos os instrumentos regimentais para garantir o debate substancial à grandeza que o tema merece.
Para ilustrar o sentimento de muitos professores, Ana Paula, leu a carta da professora Grasiela Monteiro, publicada no blog do jornalista Moacir Pereira, mas endereçada aos parlamentares. “O governador remete aos senhores um plano de carreira que não tem nexo, não tem percentuais definidos, não existe. Um plano de carreira feito por pessoas que não tem conhecimento de causa, não vivem a educação na sua plenitude, na verdade, que não entendem dela”, diz um trecho da carta. Ela conta que no dia 31 de outubro passado, a sua casa foi assaltada e todos os seus pertences foram roubados, num dia enquanto ela e o marido que também é professor, estavam lecionando. “Imagine tudo o que você levou anos para conquistar e que, na verdade, ainda estava sendo pago, sumir como num passe de mágica. E é isso que pode vir acontecer de novo, quando o governo de SC conseguir destruir o plano de carreira do magistério estadual e levar, novamente, todos os meus sonhos financeiros embora pela janela”. Assim encerra a carta, a professora, que se sente roubada novamente, desta vez pelo governo do Estado.
“Este é o mais puro retrato do sentimento dos educadores catarinense em greve há mais de 50 dias. Assim como as MPs 188 e 189, o magistério considera que o PLC 26 é um instrumento de destruição de sua carreira e de sepultamento de suas conquistas históricas”, observou a deputada Ana Paula. “É por isso, que esta assembleia, que representa a população do Estado, não pode colocar as suas digitais , na desintegração do plano de carreira do magistério, conquistado a duras penas. E isto está evidenciado no título da própria lei: absorve e extingue vantagens pecuniárias de ativos e inativos. Senhor governador, vossa excelência precisa compreender a grandeza do seu cargo e em especial aprender a respeitar e valorizar os mestres dos filhos e filhas dos catarinenses”, complementou a deputada

Linete Martins/Lourdes Sedlacek
Assessoria de Imprensa
Gabinete Ana Paula Lima
(48) 3221-2680

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