
O ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio da Nóbrega de Oliveira, aposta que a aquicultura e a maricultura terão, no futuro, a importância que a pecuária e a avicultura têm na economia e na disponibilidade de proteína animal, no Brasil. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (14), na abertura do I Pense Pesca, seminário debate o setor, promovido pela Comissão de Pesca e Aquicultura da Assembleia Legislativa. A atividade segue até a tarde desta quinta-feira (15).
Reforçando argumento do presidente da Comissão, deputado Padre Pedro (PT), que considerou a aquicultura como um dos mais promissores horizontes produtivos catarinenses, Nóbrega acredita que investir nas criações em fazendas marinhas, e no continente, em tanques-rede e açudes, resultará em retorno econômico e social garantido ao Estado.
Hoje Santa Catarina é líder no mercado nacional, com 207 mil toneladas/ano – segundo dados do último levantamento do Ministério da Pesca. Deste número, 157 mil toneladas vêm da pesca extrativa e apenas pouco mais de 40 mil da aquicultura. “A avaliação do ministro só demonstra que precisamos incentivar, integrar e auxiliar a organização dos nossos piscicultores e maricultores. Estaremos pensando no futuro com uma política pública nesta área”, disse Padre Pedro.
Com dados de um estudo realizado pelo Ministério da Pesca, o ministro lembrou que se o Brasil utilizar apenas 1% da área dos 216 lagos de hidrelétricas existentes no País, conseguiria produzir mais pescados do que a China, líder mundial, com 35 milhões de toneladas. Hoje o País Brasil produz cerca 1,2 milhões de toneladas de pescado.
Cássio Turra
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