
A criação da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) completou dois anos nesta quinta-feira (15), consolidando a implantação da segunda instituição federal de ensino superior em Santa Catarina. A data foi lembrada pela deputada Luciane Carminatti no plenário da Assembleia Legislativa que, no horário reservado ao PT, rememorou o empenho de lideranças catarinenses de diversos segmentos para que o projeto da universidade se tornasse realidade.
A deputada falou da repercussão nacional e internacional sobre a revolução promovida pelo então presidente Lula na educação do país. “Os jornais diziam que Lula estava inventando a universidade do século XXI. Um presidente que não passou pelos bancos universitários, mas que em seu governo criou 14 universidades federais, inclusive de um novo jeito de fazer ensino superior, multidisciplinar, sem departamentalização, com enfoque central”, enfatizou Luciane.
Na criação da UFFS, a parlamentar citou a participação dos deputados das bancadas petistas federal e estadual. Segundo ela, o movimento pró-universidade começou no extremo-oeste catarinense, com apoio financeiro viabilizado pelo ex-deputado Cláudio Vignati (PT) e em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e movimentos sociais foi estruturado um grupo de estudos para elaborar o primeiro projeto técnico. “Inicialmente pensava-se em chamar de Universidade Federal do Mercosul”, recordou.
O projeto foi então apresentado às entidades para agregar mais forças ao “caldo político para que tivéssemos sucesso”. O pleito, frisou a deputada Luciane, era por uma instituição de ensino superior comprometida com o desenvolvimento regional, com garantia de acesso à população, especialmente estudantes de escolas públicas. Dos alunos que frequentam a UFFS, 92% são de escolas públicas, o que consideramos um dos indicadores mais positivos desta universidade”, salienta a parlamentar.
De acordo com Luciane, é importante que a sociedade tenha consciência desta história de luta que envolveu movimentos sociais, entidades, representantes políticos e da disposição e compreensão do Governo Federal quanto à necessidade de ampliar o acesso à educação superior. Conforme citou a deputada, apenas 4,9 milhões de brasileiros tiveram a oportunidade de frequentar um curso de nível superior – em torno de 16%.
O deputado Neodi Saretta (PT), que também integrou o movimento pela criação da UFFS, enfatizou a participação coletiva e a persistência das lideranças do Estado para que o projeto evoluísse, mesmo diante de posições contrárias. “Lembro de uma reunião que participei em Erechim (RS), onde de umas 30 manifestações, 28 eram contra. Apenas eu e o prefeito de Getulio Vargas (RS) éramos favoráveis. A universidade representa um sonho sonhado coletivamente”, expressou.
Assessoria de Imprensa
Liderança do PT

