
Em seu primeiro pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, Luciane Carminatti apresentou as principais bandeiras de seu mandato e defendeu mais atenção ao setor da educação por parte do governo do Estado
“É uma vergonha a situação da educação em Santa Catarina. Um professor precisa fazer “bico” para complementar seu salário, alunos não têm salas de aula adequadas para estudar e faltam professores”, ressaltou a deputada Luciane Carminatti (PT), em seu primeiro pronunciamento na tarde de terça-feira (8), na Assembléia Legislativa.
Luciane cobrou durante sua fala do governo do Estado a implantação do piso salarial do magistério em Santa Catarina, e protocolou uma indicação sugerindo ao Estado a contratação de novos professores na rede pública estadual. “Santa Catarina é a sétima economia brasileira e é o segundo estado que paga o pior salário aos professores no país. Enquanto o piso nacional é de R$ 1.024 o salário base de um professor catarinense é de R$ 609”, relata a deputada.
A deputada protocolou ainda uma indicação para que o Estado faça a revisão dos Convênios entre Estado e municípios no transporte escolar e um pedido de informação sobre a construção da EEB. Coronel Lara Ribas, no município de Chapecó. Segundo Luciane, a estrutura atual do Lara Ribas mais parece um presídio abandonado do que um local de estudo, por isso a estrutura precisa ser demolida e em seu lugar construída uma nova estrutura.
Oeste
Luciane incluiu em seu discurso outras duas bandeiras de seu mandato, a luta pelos direitos das mulheres e investimentos para a região Oeste. “Nossa região precisa de mais recursos para a saúde, segurança pública e rodovias. O Hospital Regional do Oeste fará 30 anos em 2012 e continua com a mesma estrutura de quando foi construído. As nossas rodovias precisam ser revitalizadas, pois muitas, como a SC-480, SC-468 e SC-283 estão intransitáveis e oferecem inúmeros perigos”, disse.
A parlamentar finalizou seu discurso mostrando o descaso com a segurança pública no Oeste. “Quero citar como exemplo o efetivo do 2º BPM de Chapecó, no ano de 1986. Chapecó tinha 90 mil habitantes e 476 policiais, hoje temos mais de 180 mil habitantes e um efetivo com certa de 240. Isso mostra um retrocesso na segurança pública na nossa região”.
Francelise Martini
Assessoria de Comunicação
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