Dos Gabinetes – Insegurança pública no Estado volta à tribuna da Alesc em pronunciamento da deputada


26/10/2011 - 14h23min

Deputada Ana Paula Lima (PT)

Deputada Ana Paula Lima (PT)

A insegurança pública, com aumento expressivo da criminalidade em várias regiões; aumento de fugas de presos; e em contrapartida os baixos investimentos do Estado na área e a desvalorização dos profissionais que atuam na defesa dos cidadãos. Este caos na segurança pública de Santa Catarina levou, mais uma vez, a deputada Ana Paula Lima (PT) a se pronunciar a respeito na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão de terça-feira (25). “É notório o drama da insegurança vivida pelos catarinenses que leva mães e pais ao desespero cotidiano. É a mais absoluta ausência, por parte do Estado, de políticas públicas sociais de prevenção e de resgate da nossa juventude”, observou ela, destacando que o aumento da criminalidade e da violência está diretamente ligado ao aumento do tráfico de drogas e da violência social, contra mulheres e contra crianças e adolescentes. “Na minha região, em Blumenau, vivemos diariamente os problemas de insegurança. Temos a convicção de que falta vontade política”.
A parlamentar mostrou também a sua preocupação com as condições de trabalho e de salários dos policiais militares e civis, além dos profissionais dos institutos de perícias e agentes prisionais. “Existe a probabilidade real de termos uma greve na Polícia Civil de Santa Catarina.O governador Raimundo Colombo precisa com urgência iniciar o cumprimento dos seus compromissos com o nosso povo”, ressaltou Ana Paula.
Ela informou que o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina marcou para o dia 27 de outubro a assembleia estadual para definir as próximas ações sobre suas reivindicações salariais ao Governo. Nos panfletos que estão sendo distribuídos, os policiais mencionam o salário de R$ 781,82 e que há 13 anos que a categoria não recebe reajuste. Nesse período, o governo apenas sinalizou com um abono de R$ 100, enquanto para os delegados e oficiais a gratificação foi bem mais generosa: R$ 2 mil.
Segundo a deputada, os agentes e praças ainda esperam que o Governo cumpra a Lei Nº 254/03, que determina que nenhum servidor da área de segurança pública deve receber menos do que quatro vezes o maior salário. Até o momento, o governo catarinense não fez os ajustes necessários.

Assessoria de Imprensa
Linete Martins/Lourdes Sedlacek
3221-2680

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