Dos Gabinetes- Grupo técnico vai buscar solução para a UTI de Maravilha


27/05/2011 - 19h33min

Grupo técnico vai buscar solução para a UTI de Maravilha

Grupo técnico vai buscar solução para a UTI de Maravilha

Buscar alternativas financeiras para a operacionalização da UTI do Hospital São José, em Maravilha. Essa é a meta primordial de um grupo técnico de trabalho que começou a ser montado nesta sexta-feira, ao final de uma reunião que contou com a presença de diversas autoridades, entre as quais, o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira.
O deputado Marcos Vieira (PSDB), idealizador da reunião, foi o propositor da criação do grupo técnico que vai contar com representantes da área da medicina e enfermagem, Secretaria de Estado da Saúde, Prefeitura de Maravilha e da sociedade civil organizada, incluindo integrantes de clubes de serviço e entidades empresariais. “Em 60 ou em 90 dias já poderemos ter um minucioso estudo que vai apontar as alternativas disponíveis para viabilizarmos financeiramente a UTI”, anunciou Marcos Vieira.
Dalmo de Oliveira disse que a Secretaria da Saúde administra recursos escassos e que neste momento não tem condições de efetuar o repasse financeiro mensal reivindicado pela direção do Hospital São José para iniciar o funcionamento da UTI. Por outro lado, Oliveira garantiu a participação de técnicos altamente qualificados, lotados na Secretaria da Saúde, para integrar o grupo técnico e auxiliar na definição das medidas administrativas. “Vamos agir de forma conjunta para definir uma solução adequada”, explicou.
Entenda o caso
O Hospital São José existe há 56 anos e é administrado por uma entidade filantrópica. Há dois anos, a Unidade de Terapia Intensiva, com 10 leitos, foi inaugurada mediante um investimento de R$1,25 milhão do Governo do Estado em obras físicas e mais R$650 mil em equipamentos. Desde então, os dirigentes hospitalares passaram a reivindicar a participação pública na cobertura das futuras despesas mensais da unidade, estimadas em R$300 mil. “São R$1000 reais por dia para cada leito. Mesmo com o repasse dos valores das AIHs (Autorizações para Internações Hospitalares) ainda teríamos um déficit mensal de R$160 mil caso a UTI começasse a funcionar hoje. É um montante muito grande que pode inviabilizar outras atividades importantes do hospital”, explicou a diretora do hospital, Neiva Schafer.
O cirurgião Robson Vieira relatou que a equipe médica encontra sérias dificuldades para realizar determinados procedimentos de maior complexidade em razão da falta de leitos de UTI em plena atividade. “É a única UTI existente na região da Amerios. A situação se complica ainda mais quando ocorrem acidentes de trânsito de grande proporção que resultam em diversas vítimas que necessitam de internação em UTI”, afirmou.

Mais informações e entrevistas: Assessoria de Imprensa do deputado Marcos Vieira – (49) 9979-3197, com Luciano Alves, e (48) 9627-9445, com Giancarlo Baraúna

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