
Deputada Ana Paula Lima propõe que parlamentares entrem nas negociaçoes
Ao ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa,na tarde desta quarta-feira, 25, no horário reservado ao Partido dos Trabalhadores, a deputada Ana Paula Lima (PT), mais uma vez em defesa dos professores estaduais, afirmou que a proposta que o governo estadual apresentou à categoria é uma proposta de extinção do magistério catarinense. A galeria e o saguão do plenário da Assembléia Legislativa se mostrou pequeno para abrigar os professores grevistas, que foram novamente buscar apoio dos parlamentares, pedindo para que não votem a Medida Provisória do governador em exercício Eduardo Pinho Moreira, que estabelece novo piso salarial para o magistério, sem consideração à graduação e habilitação dos profissionais.
A parlamentar sugeriu a formação de um grupo de trabalho com representantes do parlamento, do governo estadual e do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Santa Catarina (Sinte), com o objetivo de encontrar uma solução para o impasse sobre a aplicação do piso nacional para o magistério catarinense, que o governo estadual insiste em negar. Há uma semana a categoria entrou em greve e de acordo com Sinte, 90% dos professores aderiram à paralisação.
Para dar voz aos educadores, Ana Paula leu a carta da professora Gabriela Maria Lunelli Schlup, recebida por e-mail. “Este é um entre milhares que temos recebido e sintetiza a angústia dos educadores e a expectativa diante do posicionamento da Assembleia Legislativa”, explicou a deputada.
Na carta, a professora destaca que a proposta do governo iguala praticamente todos os vencimentos, ignorando a graduação e a habilitação dos profissionais. “Nosso governador em exercício enviou a vocês uma Medida Provisória estabelecendo este piso sem valorização e incentivo à formação profissional do professor para que votem”. A missivista pede que os parlamentares não votem. “Não façam isto com esta classe que luta tanto por um estado melhor. O governo não está respeitando o plano de carreira que é lei em nosso estado”.
Ao terminar a leitura da carta a deputada Ana Paula foi contundente: “As palavras da professora Gabriela nos fazem exigir do governo e de todos e de todas nós parlamentares uma posição de apoio à essa luta. Não podemos colocar nossa digital no fim da carreira do magistério catarinense”.
Linete Martins/Lourdes Sedlacek
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