
Presidente da Executiva Estadual do PP e vice-líder da bancada, o deputado Joares Ponticelli disse hoje que seria necessário a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para “abrir a caixa preta” da Casan em função dos fatos “estarrecedores” envolvendo aquela empresa. A mais recente foi a decisão “descabida” de dividir os lucros da Casan, da ordem de R$ 32 milhões, entre os 14 diretores da empresa, representando uma gratificação de R$ 100 mil para cada diretor, sendo que o presidente da Casan fica com a parte mais “gorda” – R$ 200 mil. Já os demais servidores ganhariam em torno de R$ 900.
O que causa mais espanto é que, no mês de janeiro passado, o Conselho de Administração da Casan publicou uma resolução, no Diário Oficial, autorizando a empresa a contrair um empréstimo de R$ 50 milhões para cobrir o fluxo de caixa. Ou seja, não tinha dinheiro, pediu empréstimo e hoje se dá ao luxo de conceder farta gratificação aos seus diretores. “É um escândalo, uma indecência, que merece uma CPI ou uma ação civil pública”, afirmou Ponticelli, classificando de “verdadeiro roubo” essa distribuição de gratificação.
Para Ponticelli, a atitude da direção da Casan “é uma prova de que o governo perdeu a cabeça: Santa Catarina é hoje o segundo pior estado do país no que diz respeito ao saneamento básico. A empresa perdeu a concessão dos serviços nos grandes municípios catarinenses e está devendo à população catarinense no que diz respeito ao saneamento. Mas se dá ao luxo de se conceder gordas gratificações!”, observou o parlamentar, com indignação. Acrescentou que, no governo Amin, “que o governo do PMDB tanto criticou, a Casan tinha apenas quatro diretores, bem diferente do que hoje acontece”.
Assessoria de Imprensa da Bancada do PP/Jandyr Côrte Real/(48) 99 61 15 42

