Dos Gabinetes – “Estado precisa apresentar ações que melhorem a vida das mulheres catarinenses” cobr


02/03/2011 - 21h58min

Deputada Luciane Carminatti (PT)

Deputada Luciane Carminatti (PT)

As conquistas e os desafios de ser mulher foram destacados pela deputada Luciane Carminatti (PT) na tribuna da Assembleia nesta quarta-feira (2) como forma de marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8 de março.
A parlamentar destacou a conquista das mulheres pelo direito ao voto, ao estudo, às linhas de crédito e ao nome e sobrenome, além da criação de políticas públicas específicas à mulher como a criação da Lei Maria da Penha. “Não somos patrimônio de um homem, e sim autônomas e donas da nossa vida, por isso merecemos respeito e cidadania”.
Conforme Luciane, são inúmeros os desafios que as mulheres ainda precisam alcançar, como o acesso à tecnologia, à renda e apoio do governo. “Existem políticas públicas que garantem a inclusão da mulher, mas faltam ações concretas, como por exemplo, a implementação da Lei Maria da Penha e do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência. Para se ter uma idéia do descaso, no ano passado o orçamento catarinense destinado para políticas às mulheres foi de R$ 500 mil, um valor desigual se comparado com outras áreas”.
A parlamentar destacou ainda que é inaceitável que dos 293 municípios apenas 20 têm Delegacia da Mulher instalada, apenas três abrigos atendem mulheres vítimas de violência e tem somente um Centro de Referência de Atendimento à Mulher, situado em Florianópolis. “A falta de estrutura e acolhimento mostra o desrespeito e descaso com o atendimento à mulher. É necessário apresentar propostas concretas para humanizar e dar resposta a esta demanda”, diz Luciane.

REIVINDICAÇÕES AO GOVERNADOR

Na tarde de terça-feira (1º) a parlamentar e integrantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) participaram de audiência com o governador Raimundo Colombo para reivindicar apoio à capacitação e infraestrutura para a produção de alimentos saudáveis e para a implementação de ações de combate à violência contra a mulher. De acordo com a integrante do MMC, Justina Cima, o Movimento quer recursos financeiros para capacitar e organizar grupos na produção de alimentos, plantas medicinais e sementes crioulas. “Mesmo sem ajuda do governo o movimento popular atinge 100 municípios, mas sem auxílio público não conseguimos avançar, por isso queremos que o Estado garanta recursos através de um projeto de lei”.
Segundo Luciane a reivindicação do MMC é importante, pois garantirá renda às mulheres agricultoras e urbanas. A parlamentar salienta que a audiência com o governador foi positiva, “o governador ouviu a nossa pauta e estipulou um prazo de 30 dias para nos dar retorno, então esperamos que a recepção simpática que tivemos se transforme em ações concretas para realmente melhorar a vida das mulheres catarinenses”, finaliza.

Francelise Martini
Assessoria de imprensa
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