
“Entendo que a Assembleia Legislativa não pode concordar com a medida imposta ‘goela abaixo’ contra o magistério estadual”. Com esse pedido de autonomia ao Parlamento, o deputado Sargento Amauri Soares, líder do PDT, apresentou sua posição contrária ao projeto de lei complementar que trata da implementação do piso nacional no vencimento do magistério estadual e retira direitos conquistados. O parlamentar vai agir de acordo com a decisão da grande maioria dos professores: contra a votação do PLC nº 26 e favor de uma proposta que não corte dispositivos históricos.
“É ruim, péssimo, e corta direitos históricos. Se for necessário fazer o pedido de vista na Comissão de Constituição e Justiça, o faremos. Por certo é a única forma de impedir a votação agora”, declarou o deputado.
Sobre a possibilidade de o pedido de vista prejudicar o magistério, Sargento Soares afirmou: “Se esse for o preço, arcaremos junto com o magistério que continua em greve”. Ele explicou ainda que ao apresentar as medidas provisórias o governo sinalizou 60 dias para discussão, mas deu apenas cinco dias para discutir um projeto de lei complementar. “O governo não deu oportunidade aos deputados debater esse assunto, da forma regimental”.
Sargento Soares criticou a “qualidade” do projeto e disse que não é possível apresentar uma emenda para melhorar, “precisaria no mínimo um substitutivo global”. “É injusto, incorreto e antidemocrático que à Assembleia Legislativa seja imposta votar essa questão. É preciso ter coragem para exercer a profissão de professor. E é essa coragem que o Parlamento precisa ter para dizer ao governo que a solução tem que ser negociada e o magistério está com a razão”, afirmou.
Alexandre Silva Brandão
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