Dos Gabinetes – Deputado Sargento Soares declara apoio à greve dos servidores de São José


22/03/2011 - 17h49min

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Reunião conjunta entre as Comissão de Constituição e Justiça

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Reunião conjunta entre as Comissão de Constituição e Justiça

O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) manifesta seu integral apoio à greve dos servidores municipais de São José, deflagrada no dia 16 de março. Ao lado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sintramsj), o parlamentar defende a valorização da categoria, através da instituição de um plano de carreira, a criação de pisos salariais dignos e a abertura de concurso público.
Sargento Soares considera também fundamental o diálogo e a negociação entre servidores e o prefeito Djalma Berger (PSB) para buscar o equacionamento das justas demandas dos servidores.
Em relação à Universidade de São José, cujos professores estão em greve, o deputado apoia a democratização da instituição, com participação democrática de todos os segmentos da comunidade universitária na escolha dos dirigentes e dos coordenadores de curso, bem como a participação nos órgãos colegiados. Manifesta ainda integral apoio a luta por um prédio próprio para a USJ.
Confira a seguir nota de apoio do deputado.

Alexandre Silva Brandão
Assessor de imprensa do gabinete do deputado Sargento Amauri Soares
(48) 3221-2640 e 99110272
www.sargentosoares.com.br

Nota de apoio à greve dos trabalhadores municipais de São José

Sargento Amauri Soares, deputado estadual e morador de São José

A greve dos trabalhadores municipais de São José é fruto de mais um exemplo da falta de compromisso com o serviço público por parte de governantes. Nos últimos anos, são cada vez mais frequentes os acordos não cumpridos, levando os trabalhadores à necessidade de realizar greves todos os anos, afetando os serviços públicos voltados para o povo, que estão cada vez mais precários. No caso específico, somo-me às reivindicações dos trabalhadores municipais, expressas pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José (SINTRAMSJ) e encaminhadas ao Prefeito municipal:
1- Discutir os projetos de lei que devem ser encaminhados à Câmara de Vereadores contemplando as reivindicações do magistério acordadas em audiências de negociação em 2010: incorporação da regência de classe e gratificação por função especializada na aposentadoria; legalização da hora-atividade dos professores mensalistas (hoje 20% na prática, mas não definido em lei) e concessão de 10% de hora-atividade aos professores horistas para o ano letivo de 2011; revisão do enquadramento dos professores mensalistas; concurso remoção e aumento de carga horária definitivo, anualmente.
2 – Discutir a proposta de Plano de Cargos Carreira e Salários, elaborada pelo Executivo e entregue ao sindicato nos dias 17 e 18 de fevereiro, receber os anexos I, I-A, II, III, IV e V citados na proposta, que contém as tabelas salariais, a carga horária e a quantidade de cargos e empregos públicos, que não foram entregues ao SINTRAMSJ até o momento e que, conforme declaração do Prefeito no dia 17 de fevereiro, seriam entregues nesta semana.
Além de apoiar estas reivindicações, também me manifesto solidário às lutas justas dos trabalhadores, colocando o mandato parlamentar à disposição do que for possível e necessário para que sejam vitoriosas. Afinal, as greves continuam sendo o principal instrumento de luta da classe trabalhadora. Através delas se deixa claro quem realmente produz na sociedade. Mostra-se a força que pode ter a classe trabalhadora e a necessidade desta se organizar, não apenas para resistir à perda de direitos e conquistar outros, mas também para superar a sua condição de exploração, com vistas à construção de uma nova sociedade – na qual o trabalho sirva para construir a emancipação humana e não para enriquecer a minoria dona dos meios de produção.
A tendência nos próximos anos é aumentar estes exemplos, não apenas em Santa Catarina, mas em todo o mundo. A crise estrutural que vive o sistema capitalista leva os patrões a intensificar a exploração da classe trabalhadora, através do aumento da jornada de trabalho, da perda de direitos etc. Diante desse quadro, os trabalhadores precisam resistir com seus instrumentos de luta, elevar o nível de consciência sobre o que está acontecendo, compreender seu papel histórico e organizar-se para tal. Os mandatos populares neste momento devem estar a serviço desse processo. Este é nosso propósito.

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