Dos Gabinetes – Deputado Sargento Soares comenta caso de desequilíbrio emocional de PM em Joinville


24/03/2011 - 18h49min

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Sessão Ordinária – Assembleia Legislativa

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Sessão Ordinária – Assembleia Legislativa

O caso do policial militar de Joinville, que teve um desequilíbrio emocional durante ocorrência, foi tema de pronunciamento do deputado Sargento Amauri Soares (PDT), na tribuna da Assembleia Legislativa, na terça-feira (22). Ele destacou que o fato não é um caso isolado e sim, generalizado, e apontou as principais causas dos problemas que afetam a categoria e tornam o trabalho policial cada vez mais insalubre:
“Existe uma situação de pressão psicológica muito grande dentro da Polícia Militar, de descontentamento com os rumos das políticas da área de segurança pública nos últimos anos. Nós temos um plano de carreira travado que castrou a expectativa e a esperança da grande maioria dos servidores da segurança pública, que são os soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Temos uma carência continuada de falta de efetivo, fazendo com que aqueles que estão trabalhando recebam toda a pressão e a carga de uma instituição que não tem o número suficiente. E temos uma situação continuada e aprofundada de discriminação salarial.”, declarou o parlamentar, que também é policial militar.
Nos últimos três anos, segundo o deputado, enquanto os oficiais, que fazem parte da mesma instituição, receberam abono de R$ 2 mil, os praças receberam oito vezes menos, ou seja, R$ 250. Há ainda a chamada lei de “valorização profissional para os militares estaduais”, sancionada em 2009, que criou diversas gratificações quase que exclusivamente para o oficialato.
O parlamentar citou ainda a aprovação do Projeto de Lei 149/2007, por iniciativa do deputado Nilson Gonçalves (PSDB) e com emenda de sua autoria, que sugeria a criação de um programa de acompanhamento psicológico para os profissionais da área de segurança. No entanto, o projeto foi vetado pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira. “Não existe um trabalho psicológico permanente, e 20 a 30 psicólogos fariam um trabalho extraordinário no Estado”, exemplificou.
Alexandre Silva Brandão
Assessor de imprensa do gabinete do deputado Sargento Amauri Soares
(48) 3221-2640 e 99110272
www.sargentosoares.com.br
Íntegra do pronunciamento:www.youtube.com/watch?v=WLCFAXE_lbI

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