Dos Gabinetes – Deputado Sargento Soares apoia manifestação de atingidos por barragens


13/03/2012 - 20h33min

A manifestação de trabalhadores atingidos por barragens, que estão se mobilizando em diversas capitais brasileiras para reivindicar seus direitos, denunciar o atual modelo energético e apoiar a luta dos trabalhadores do setor elétrico, foi tema de pronunciamento do deputado Sargento Amauri Soares (PDT).
A manifestação faz parte do dia internacional de luta contra as barragens e é organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em Florianópolis, centenas de integrantes do MAB protestam desde a manhã desta terça-feira (13/03) na sede da Eletrosul, onde montaram acampamento.
No centro da pauta de reivindicação do MAB está o atual modelo energético brasileiro: contra a privatização da água e da energia; pela garantia de direitos para as famílias atingidas por barragens e para os trabalhadores do setor elétrico; e contra o alto preço da energia elétrica no país.
“Também nesse setor [elétrico] alguns poucos poderosos, monopólios muito bem situados, empreiteiras, estão enriquecendo bastante, sugando o suor do trabalhador brasileiro, seja pelos processos de privatização, seja pelo preço que se cobra da energia elétrico no nosso país”, discursou o deputado na tarde de terça-feira (13).
O parlamentar falou também da situação crítica vivida por uma comunidade de 500 pessoas atingidas pela barragem da Usina Hidrelétrica Garibaldi, que abrange municípios de Abdon Batista, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Vargem e São José do Cerrito, no Planalto Serrano. Na semana passada, centenas de trabalhadores da usina hidrelétrica atearam fogo nos alojamentos do canteiro de obras em protesto às péssimas condições de trabalho e baixos salários. “São trabalhadores que não estão organizados em nenhuma entidade sindical. Devem ganhar mais ou menos um salário mínimo para morar em barracões imundos e viver em situação subumana”, explicou.
Além de denunciar as contradições do setor elétrico, o MAB cobra do governo federal uma política pública para populações atingidas por barragens. De acordo com o movimento, até hoje mais de 1 milhão de pessoas já foram expulsas de suas terras devido à construção de hidrelétricas. O MAB estima ainda que 70% das famílias não receberam nenhum tipo de indenização. Por outro lado, 80% do recurso para as construção das hidrelétricas é financiado com recurso público pelo BNDES.
Em Santa Catarina, o MAB solicitou audiência com o Incra e com o governador Raimundo Colombo. No final da tarde, foi realizada uma audiência com a diretoria da Eletrosul.

Alexandre Silva Brandão
Assessoria de imprensa gabinete deputado Sargento Amauri Soares
Com informações do portal mabnacional.org.br
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