
Limite na infraestrutura e falta de profissionais nos hospitais públicos do Estado podem comprometer mobilização
O mutirão para realizar 22,6 mil cirurgias em Santa Catarina, previsto para começar neste mês, pode não ter o alcance esperado e frustrar as expectativas da população. O alerta foi feito pelo deputado Neodi Saretta (PT), no plenário da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (11). Segundo ele, apesar da ampla campanha de divulgação na imprensa, nem todos os hospitais públicos estão preparados para a absorção da demanda represada, o que pode comprometer a mobilização.
Para o deputado, a importância da ação é inquestionável, porém a preocupação está na forma como o Governo do Estado está encaminhando. “Primeiro, porque alguns municípios não foram incluídos, e depois porque muitos hospitais enfrentam dificuldades para aderir ao mutirão por falta de infraestrutura e de profissionais”, explicou Saretta, citando o caso de hospitais da grande Florianópolis que já manifestaram inviabilidade na participação.
O deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde, também criticou a atitude precipitada do Governo do Estado em anunciar a medida, sem que previamente fosse averiguada a capacidade de cada hospital. O deputado informou está confirmada a participação do Secretário Estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira na próxima reunião da Comissão. “Precisamos esclarecer, entre outras coisas, quais são os critérios para seleção de quem poderá realizar as cirurgias”, frisou.
Câncer de mama – No plenário, o deputado Neodi Saretta também elogiou a decisão da Justiça Federal que obriga o Estado a fornecer gratuitamente o medicamento Trastuzumabe aos portadores de câncer de mama. Conforme a sentença, a partir de agora deve ser feito o cadastro das pessoas que precisam do medicamento, classificá-las por ordem de urgência e então definir as quantidades necessárias, bem como, a data e o local onde o remédio estará disponível.
De acordo com o deputado, a sentença teve embasamento no laudo da Câmara Técnica de Medicamentos da Associação Catarinense de Medicina (ACM), filiada à Associação Médica Brasileira (AMB), que comprovou a efetividade e segurança do medicamento. “Foi uma decisão importante da Justiça, que atende a população e assegura um direito constitucional”, enfatizou.
Carla Coloniese | Assessoria de Imprensa | Liderança da Bancada do PT na Alesc

