
O deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde da Alesc, liderou, nesta quarta-feira, 16 de março, uma visita técnica ao Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG). Entre os principais problemas diagnosticados na instituição estão o déficit de recursos humanos, a sobrecarga dos funcionários, qualidade e quantidade da alimentação e a subutilização de salas, leitos e equipamentos.
“A Comissão de Saúde quer participar ativamente do levantamento do diagnóstico do setor para propor soluções. Queremos levantar alternativas para que a população possa ser atendida com qualidade na rede pública de saúde. Para isso estamos fazendo uma série de visitas técnicas aos hospitais e iniciaremos a partir do dia 30 de março as audiências públicas de 2011”, explica Volnei Morastoni.
O Hospital Infantil Joana de Gusmão fechou o ano de 2010 com 91.911 atendimentos na emergência e 60.914 ambulatoriais. A demanda no atendimento ambulatorial é de 40% de pacientes de outros municípios de Santa Catarina e 60% da Grande Florianópolis. Já esta porcentagem se inverte no número de internações com 60% de crianças de outros municípios e 40% da Grande Florianópolis.
Para Maurício Laerte Silva, Diretor do HIJG, o maior déficit da entidade é de recursos humanos, principalmente na enfermagem. Este problema é agravado com quantidade elevada de servidores afastados por problemas de saúde, em média de 15% a 20% do quadro funcional, que hoje conta com 836 membros. O tempo de afastamento aumenta em virtude da demora na perícia. “Uma das razões de tantos problemas de saúde é a sobrecarga de trabalho dos nossos servidores”, justifica Maurício Silva.
A alimentação que devido reforma nas instalações da cozinha foi terceirizada, é fornecida pela empresa SEPAT, tem problemas quanto à qualidade e quantidade no fornecimento. De acordo com usuários e funcionários, a comida é feita fora do hospital e com freqüência acaba antes de atender a demanda. Funcionários e acompanhantes de crianças internadas chegam aguardar, muitas vezes até depois das 14 horas pelo reabastecimento. A avaliação que a comida servida anteriormente, feita por funcionários do Hospital, era de qualidade superior a fornecida pela terceirizada, é unânime.
Na fila de espera para atendimento aguardam crianças desde 2005. A otorrinolaringologia é a especialidade com maior carência de consultas. Existem 3500 pacientes em espera. A necessidade de atendimentos para dar conta da demanda seria de 300 a 400 mês. Hoje o número de atendimentos é de 100 a 120 mês.
Outro ponto nevrálgico é a subutilização de salas, leitos e equipamentos. A falta de funcionários e equipamentos tem levado o Hospital Infantil a atender abaixo da sua capacidade. Apenas cinco dos 10 leitos da UTI Neonatal estão ativos. No Centro Cirúrgico, das oito salas disponíveis apenas quatro estão em pleno funcionamento por falta de equipamentos. A capacidade total é de 195 leitos, mas este número nunca foi utilizado em sua plenitude. O máximo de vagas ocupadas foi de 153 e atualmente apenas 128 leitos estão disponíveis.
Quanto ao corpo funcional além da falta de efetivo e do número elevado de afastamentos por motivos de doença, são realizados poucos cursos de educação continuada e não há investimento na motivação e valorização profissional por parte do Estado.
Assessoria do Deputado Volnei Morastoni
Mirian Arins – DRT SC 01762 JP
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Fotos: Alesc – 16/03/2011

