
O Deputado Volnei Morastoni (PT) liderou ontem (08/09) à tarde a audiência com o Secretário de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, sobre o andamento das obras e a gestão do Hospital Florianópolis (HF), localizado no Estreito, na zona continental da capital catarinense. Na reunião estavam presentes também o Deputado Sargento Amauri Soares e representantes das associações Gente da Gente, Moradores do Bairro Coloninha, Moradores da Ponta do Leal, Associação dos Moradores de Estreito, além do Sindsaúde, Sinprevs/SC e CSP-Conlutas.
Morastoni apresentou as principais dúvidas do grupo, entre elas: Qual o prazo para conclusão das obras do Hospital Florianópolis? Há garantia de que a emergência do Hospital não será fechada? Após a conclusão das obras, qual a garantia de que o Hospital atenderá somente pelo SUS? Há garantia de que os servidores, que foram transferidos com a reforma do Hospital, voltarão a atuar na unidade?
O Secretário Dalmo não apresentou prazo para a conclusão das obras do Hospital. Outro ponto questionado pelo grupo foi referente à intenção do Governo Estadual em passar o Hospital para ser administrado por uma organização social de saúde (OSS). Para o Secretária esta é uma posição do Governo Colombo, o que foi veementemente questionada pelo grupo.
Volnei Morastoni sugeriu organizar uma Audiência Pública para discutir as OSS. Entre os problemas apontados pelo Deputado, a falta de autonomia financeira para os hospitais é um dos problemas que tem dificultado a gestão hospitalar. Ainda acrescentou que “o Estado deveria desenvolver um corpo especializado em gestão hospitalar”. Morastoni entende que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, além de que passar a gestão dos hospitais para as OSS seria inverter o que preconiza a Constituição Federal. Acrescentou ainda que pela Constituição a saúde privada deve ser complementar, mas ao querer passar a gestão para as OSS, o Governo Estadual está privatizando um serviço que deveria ser público.
Adriana Carvalho, moradora do Bairro Coloninha, manifestou que o “atraso das obras no hospital literalmente significa morte de muitas pessoas. Hoje faltam médicos e condições estruturais”. Além desse agravante, comenta Adriana, outro são as experiências em outros hospitais administrados por OSS que não funcionam, sendo que as condições de trabalho são precarizadas.
Outra queixa veio do vice-presidente da Associação Amigos do Hospital Florianópolis, Anésio Silva Botelho, ao apresentar documentos de que a entidade doou R$ 450 mil para pagar os projetos da reforma da emergência, do 2º e do 3º andar, e da construção de um anexo. Para Anseio, o projeto que foi pago pela entidade não está sendo executado e ainda questionou se o novo projeto passou por licitação.
A reunião com o Secretário Dalmo foi resultado da Audiência Púbica que discutiu o HF, no dia 8 de junho. No dia seguinte (09/06), parlamentares, servidores, líderes comunitários de Estreito, da Colominha e de sindicatos realizaram uma visita ao Hospital. O HF realizava cerca de 40 mil atendimentos de emergência por mês, sendo que agora realiza somente 5.500 ao mês.
Na próxima terça-feira (13/09), o grupo que participou da audiência se reunirá no Gabinete do Deputado Volnei Morastoni para avaliar o encontro e definir novas ações.
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09/09/2011
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