
O deputado José Milton Scheffer (PP) participou, na manhã desta terça-feira (10), da reunião com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, mediada pelo secretário de Articulação Nacional, Acélio Casagrande, e pelo secretário adjunto de Agricultura de SC, Airton Spies. No encontro o deputado apresentou uma documentação com as propostas retiradas da audiência pública realizada com mais 800 produtores de arroz ocorrida em Turvo.
Entre os pedidos apresentados foram destacados: a desburocratização e agilidade nas operações de Aquisição do Governo Federal (AGF); revogação do decreto que exige depósito antecipado de 5% do valor a ser armazenado em operações de AGF; garantia do preço mínimo de R$ 25,80 a saca, por meio de subvenção que cubra a diferença de preços, e a criação do programa de parcelamento da dívida acumulada pela crise. “É preciso que se crie uma legislação de emergência para conceder a subvenção aos produtores para auxiliá-los imediatamente”, salientou José Milton.
Spies destacou a importância do planejamento da próxima safra, para que o problema não se repita. “Temos três pontos de discussão: a renda, o endividamento e a reestruturação da atividade”, falou.
No cenário atual o arroz está sendo comercializado por menos R$ 21 reais a saca de 50 quilos, valor inferior ao preço mínimo estabelecido pela União de R$ 25, reais e menor do que o de produção estimado em R$ 29 reais a saca. Além desses aspectos a crise se agrava com importação do produto através do Mercosul a preços menores, sendo que o excesso de arroz no mercado brasileiro achata os preços. “Hoje na agricultura brasileira, o único problema que temos é o do arroz. São 2,5 milhões de toneladas estocadas que não temos para onde exportar e o mercado interno não cresce”, comentou o coordenador Geral de Cereais do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese.
Em Santa Catarina, 10 mil produtores dependem do arroz para sustento do lar, produzindo mais de 1,1 milhão de toneladas em 150 mil hectares de 60 municípios, o que representa 9% da produção nacional. Para salvar o setor, os rizicultores estimam serem necessários R$ 600 milhões.
De imediato, por orientação do ministro, foi encaminhado ofício solicitando a prorrogação por mais 180 dias das dívidas atuais dos produtores. Alternativas para o escoamento do produto estocado, como transformação do arroz em Biodiesel, também foram tratadas com o secretário do ministério da Agricultura, Manoel Vicente Bertone. “Estamos tentando atender estes pleitos da melhor maneira possível, em um grande esforço”, garantiu Ortolan.
Estiveram presentes: o secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Milton Elias Ortolan, deputado estadual Aldo Schneider , deputado federal Celso Maldaner; presidente da Coopersulca de Turvo, Arlindo Manentti; presidente da Cooperja, Vanir Zanatta presidente da Cooperativa de Produtores de Arroz de Tubarão, Dionísio Bressan; presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de SC, Hilário Gottselig e diretor de Defesa Agropecuária da secretaria de Agricultura de SC, Roni Tadeu Barbosa.
Colaborou – Fernanda Rodrigues (SC 02540 JP) – Jornalista – Secretaria de Articulação NacionalBrasília/DF
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