
O ato público realizado em Chapecó nesta segunda-feira (05), em memória ao vereador Marcelino Chiarello, assassinado no dia 28 de novembro, pautou o pronunciamento da deputada Luciane Carminatti (PT), nesta terça-feira (06), no plenário da Assembleia Legislativa. “Esta data não será esquecida. O que fica entre nós é a memória da sua trajetória e a continuidade de suas lutas por transparência, por democracia, pelo bom uso do dinheiro público. Ele combatia a corrupção e organizava as comunidades. Sua morte não será em vão”, enfatizou Luciane.
De acordo com a deputada, a representatividade no ato público refletiu a grande participação do vereador nos assuntos de interesse da comunidade. Participaram do evento representantes de movimentos sociais e sindical de trabalhadores urbanos e rurais, prefeitos e vereadores do Oeste, organizações da agricultura familiar, professores e muitos estudantes. “Marcelino esteve junto na luta pela Udesc, pela Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), tinha o reconhecimento deste público”, afirmou.
Segundo a parlamentar, a dificuldade encontrada pelos investigadores para elucidar os fatos reforça a tese de que não se trata de um crime comum, mas planejado e executado por profissionais. “A própria polícia, que atua de forma séria, tem dificuldades para entender os passos do vereador, sem que ninguém tenha percebido. Quem cometeu esta crueldade não apostava que seria identificada a execução”, protestou a deputada.
Luciane também contestou veementemente boatos de que a morte do vereador estaria relacionada a problemas pessoais ou financeiros. “Não temos dúvidas de que se trata de um crime político, pela atuação combativa em todos os dias em que convivi com ele, sempre cobrando justiça, denunciando”, disse a deputada, que foi colega de Chiarello na Câmara de Vereadores antes de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa.
O vereador foi encontrado morto em sua residência, em Chapecó, num cenário que sugeria suicídio por enforcamento. Contudo, esta hipótese foi descartada imediatamente após a perícia no local e pelos laudos do Instituto Médico Legal, que revelaram traumatismo craniano e asfixia mecânica, confirmando o caso de homicídio.
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