
Até a próxima sexta-feira, 1º de junho, Florianópolis sedia o II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, com a participação de cerca de 24 mil pessoas entre estudantes, professores, pesquisadores, representantes de governos, sindicatos, associações e sociedade civil organizada. “Pessoas de cinco continentes convergiram para o nosso Estado e todos reconhecem a educação profissional e tecnológica como instrumento forte e decisivo da mobilização social”, destacou a deputada Ana Paula Lima, na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (30).
Na segunda-feira (28), a conferência de abertura do Fórum teve a presença do ministro da Educação, Aloízio Mercadante, que falou sobre o desafio assumido pelo Governo Federal de tornar o Brasil uma sociedade de desenvolvimento. Para Ana Paula, apesar do número elevado de novos postos de trabalho, “precisamos capacitar, formar bons profissionais”.
De acordo com a deputada, para corresponder às exigências do mercado de trabalho o Governo Federal está estruturando e investindo na educação profissional e tecnológica, com foco no aumento da competitividade e para impulsionar setores estratégicos da economia brasileira. “A presidenta Dilma e o presidente Lula realizaram esforço sobrenatural para fazer a completa reestruturação da rede federal de ensino profissionalizante”, disse.
Conforme o Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, do Ministério da Educação, até 2014 o país deverá ter 562 instituições, abrangendo todos os Estados, inclusive as regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Há dez anos, o número era de 140 unidades. Em Santa Catarina já são 20 campi do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e 12 do Instituto Federal Catarinense (IFC). “É uma prioridade do Governo Federal, que vê a educação como instrumento de resgate de direitos negados a uma grande parcela da população brasileira, que nesta modalidade de cursos poderá acessar, gratuitamente, um estudo de boa qualidade”, acrescentou a deputada.
Ana Paula cobrou dos governos municipais e estadual maior compromisso com uma educação pública e de qualidade. Também ressaltou o papel do Legislativo para tecer uma rede de culturas, de alternativas nesta área, de cooperação em favor do ser humano e da vida, em substituição ao consumismo, ao individualismo e à concorrência. “Devemos lutar pela valorização da diversidade de mundos, não de um único modelo. Assegurar lugar às capacidades locais, pois a educação vai além da escola, tem que reconhecer e validar outros saberes”, finalizou.
Foto: Miriam Zomer/Alesc
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