Dos Gabinetes – Deputada Ana Paula defende ampliação das estruturas de apoio às mulheres vítimas de


04/08/2011 - 16h38min

Deputada Ana Paula Lima (PT) – Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Deputada Ana Paula Lima (PT) – Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Lei Maria da Penha vai completar cinco anos, mas ainda são necessários muitos avanços na implementação de uma rede de apoio eficiente
No próximo domingo, 07 de agosto, a Lei 11.340/2006 completa cinco anos. Mais conhecida por Lei Maria da Penha, sua promulgação foi uma homenagem à cidadã homônima que por 19 anos foi vítima de violência doméstica praticada pelo companheiro. A história dessa brasileira foi lembrada pela deputada Ana Paula Lima (PT), no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (04). “É um marco histórico, porque esta lei tipifica não apenas a agressão física, mas outras formas de violência, como a sexual, patrimonial, psicológica e moral, que acredito que todas as mulheres já vivenciaram, muitas vezes de forma velada e silenciosa”, afirmou.
De acordo com a deputada, a Lei Maria da Penha triplicou o tempo de pena para agressões domésticas e aumentou os mecanismos de proteção às vítimas e o acesso ao socorro jurídico, inclusive com prisão em flagrante e prisão preventiva como medida cautelar. “Lamentavelmente as mulheres precisam destes mecanismos para se sentir mais seguras e proteger seus filhos”, acrescentou Ana Paula.
A deputada citou números do Ministério da Justiça: desde a promulgação da Lei, foram sentenciados 111 mil processos e distribuídos mais de 331 mil procedimentos sobre o assunto. Ainda, foram efetuados 9,7 mil flagrantes e sentenças de flagrantes e decretadas mais de 1500 prisões preventivas de agressores.
Apesar disso, salientou, a situação das mulheres ainda é preocupante. De acordo com a Fundação Abramo, a cada dois minutos cinco mulheres são espancadas no Brasil. “Nosso Estado precisa urgentemente criar mecanismos para implementar a Lei Maria da Penha. Precisamos de mais casas de abrigo, delegacias da mulher nos municípios com atendimento especializado e profissionais capacitados para lidar com as vítimas de violência doméstica”, disse Ana Paula.
Segundo ela, são conhecidos casos de mulheres que ao realizar a denúncia na delegacia, passam pelo constrangimento de ter que responder a perguntas como ‘o que você fez pra ter sido agredida’. “Isso é mais uma violação contra a mulher. Agressão não pode ser efetuada de nenhuma maneira, mas isso acontece em delegacias sem aparato e por pessoal despreparado. Não podemos ficar indiferentes ao silêncio e à falta de política de defesa dos direitos da mulher de ter uma vida feliz, de construir uma família, de abrigo e educação para os seus filhos”, afirmou.
Outras Leis – A deputada citou dois Projetos transformados em Lei com a participação dela. A Lei 12.630/2003, que instituiu o Programa Estadual de apoio à Mulher em Situação de Violência, e a Lei 12.247/2004, de iniciativa da própria deputada, que estabeleceu a obrigatoriedade de notificação dos casos de violência contra a mulher pela rede pública e privada de atendimento à saúde. “Estas Lei precisam de fato serem implementadas, é isso que nós mulheres esperamos”, enfatizou Ana Paula.
Segundo ela, cabe à bancada feminina na Assembleia Legislativa cobrar do Governo, através da Coordenadoria da Mulher e do Conselho de Direitos e Defesa da Mulher, a construção de uma rede de proteção às vitimas de violência doméstica. “Em outubro será realizada a Conferência Estadual e queremos que mais mulheres possam se somar nessa luta”, concluiu.

Assessoria de Imprensa | Liderança do PT na Alesc | 48 3221 2824

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias