
Uma reunião nesta tarde (12), na Secretaria de Estado da Infraestrutura – SIE, serviu para esclarecimentos, definir responsabilidades e prazos para a conclusão do aeroporto regional de Correia Pinto, na serra catarinense. Participaram do encontro o deputado Jorge Teixeira (DEM), secretário de Estado de Assuntos Estratégicos, Paulo César da Costa, secretário do Desenvolvimento Regional de Lages, Jurandi Domingos Agustini, o prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster, o diretor de Transportes da Secretaria de Infraestrutura, Dilney Cabral Filho, além dos presidentes das Associações Comerciais e Industriais de Lages e Rio do Sul, integrantes da Celesc, do DNITe outras lideranças.
Ao iniciar sua explanação, Dilney afirmou que as prioridades da SIE serão a sinalização da pista do aeroporto, a aquisição dos equipamentos de segurança de vôo e pavimentação total dos 1.800 metros de pista. Lembrou que a terraplanagem da pista está feita até os 2.400m, já visando uma futura ampliação. Afirmou que todo o processo está em fase final de Edital para a posterior licitação. “Em dezembro deste ano todas estas obras, incluindo a conclusão do terminal de passageiros, devem estar prontas,” concluiu Dilney.
Os técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT – afirmaram que as obras da rotatória da BR 116 que dá acesso ao aeroporto, mais a pista de 1,3km e a outra rótula de retorno, anexa ao pátio de estacionamento, devem ficar prontas no início de 2012. Afirmaram que as questões ambientais e as desapropriações estão todas aprovadas. O custo total destes acessos está orçado em, aproximadamente, R$ 4,3 milhões.
A prefeitura de Correia Pinto ficou responsável por providenciar pendências das redes de telefonia, água e energia elétrica. A princípio também será a primeira “entidade” a administrar o aeroporto, com possibilidade de parceiras e consórcios. Já a SDR de Lages será a gerenciadora das ações para conclusão da obra.
A secretaria de Assuntos Estratégicos está elaborando estudos para a implantação de vôos comerciais regulares. O secretário Paulo César disse que já foram contactadas, inicialmente, as empresas Trip e Azul, mas depois de levantada a demanda real vai procurar outras empresas. As prioridades para a operação é ter tarifas atrativas, regularidades dos vôos com destinos para São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Costa afirmou que com o apoio da região do Alto Vale a demanda vai aumentar e o poder de barganha perante as empresas também.
A Celesc afirmou que a mudança da linha de transmissão de energia, que corta o espaço de aproximação das aeronaves no local, deve acontecer até o dia trinta de setembro, sendo que o desvio da linha vai alcançar 2,7km de distância e o custo da obra estimado em R$ 1,7 milhão. A homologação do aeródromo está a cargo da Procuradoria da República, que vai poder se manifestar somente após a mudança da linha de transmissão de energia e a instalação dos equipamentos de segurança.
“Somos parceiros, juntamente com as lideranças de Rio do Sul e região, pois precisamos de outra alternativa de transporte aeroviário, afirmou o Deputado Jorge Teixeira. Os aeroportos de Navegantes e Florianópolis, devido à precariedade da BR 470 e a distância, não atendem mais as expectativas da população do Alto Vale. Precisamos, com urgência, que o aeroporto de Correia Pinto esteja pronto e em pleno funcionamento para impulsionar a economia de toda a região serrana, Meio Oeste e Vale do Itajaí”, destacou Jorge Teixeira.
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Jucimar José Lázare
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