
Autoridades e população se reuniram com ministro do Itamaraty
Aconteceu nesta quinta-feira, (17/11) a audiência pública de Fronteira, com a presença do ministro do Itamaraty, João Luiz de Barros Pereira, a deputada da província de Missiones, Elsa Fabiana Perie, dos deputados Kennedy Nunes (PSD) e Dóia Guglielmi (PSDB), dos prefeitos e vereadores de cidades de divisa entre Argentina e Brasil, além de alunos das escolas bilingues das cidades de Dionísio Cerqueira e Bernardo de Yrigoyen.
Durante o evento foram levantados problemas a respeito do livre comércio, câmbio, atuação das polícias, combate ao roubo de veículos e tráfico de drogas, carteira do cidadão de fronteira, incentivo ao intercâmbio cultural, orientação ao turista, entre outros temas.
O ministro João de Barros Pereira falou da importância de um evento como este, em vista de termos 17 mil km de divisas e 10 milhões de brasileiros vivendo nessas áreas. Citou também os problemas estruturais e de fiscalização, bem como a falta de informação, uma vez que muitos problemas das fronteiras não chegam a Brasília. O ministro disse também que já está na hora de o Mercosul sair dos caminhões e pisar o chão, fazendo coro à reclamação de prefeitos de que os acordos do Mercosul valem apenas para o comércio e não facilita a vida do morador de fronteira.
Em sua fala, o ministro lembrou que os equipamentos de controle alfandegário estão obsoletos e que no lugar das linhas retas, hoje há que se buscar integração e confiança.
A valorização de funcionários públicos de fronteira e a hostilidade da polícia brasileira também foram trazidos à audiência por moradores da região. No campo da educação, a existência de duas escolas bilingues, uma no Brasil, outra na Argentina, espantou o ministro que disse não saber da existência delas. A Escola Estadual Theodureto Souto, precisa ainda de regulamentação. Do lado argentino, a Escuela 600 é a outra escola bilingue da fronteira. O ministro deve levar o assunto ao CEDIF para tentar resolver a situação.
Outro tema discutido foi a carteira de cidadão de fronteira, que deve ser emitida pela Polícia Federal. A Argentina já emite este documento e pede que o Brasil também emita, para facilitar a entra e saída dos moradores de fronteira.
O Deputado Kennedy Nunes, que já morou na Bolívia e na Argentina, disse conviver com a passagem por fronteiras desde os três anos de idade e que percebe nesses encontros que a situação continua a mesma e os problemas continuam iguais.
Fernanda Witeze
Assessora de Imprensa
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