Dos Gabinetes- Audiência púbica define carta com pleito a ser encaminhada aos governos federal e est


29/04/2011 - 19h15min

Audiência Pública define carta com pleitos a ser encamnhado ao Governo Federal e Estadual

Audiência Pública define carta com pleitos a ser encamnhado ao Governo Federal e Estadual

Com o objetivo de “debater políticas públicas para a comercialização do arroz”, estiveram reunidos, na tarde de ontem, mais de 800 rizicultores na sede social da Cersul, em Turvo, na audiência pública organizada pela Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa, que tem como presidente o deputado José Milton Scheffer (PP). A audiência, que teve a adesão dos sindicatos e cooperativas, debateu durante toda a tarde com representantes de diversos segmentos políticos, públicos e financeiros das esferas estadual e federal medidas para, de forma emergencial, sanar a crise que passa o setor da rizicultura.
“Precisamos sair daqui com propostas reias que amenizem os prejuízos do nosso produtor. Estamos na reta final da colheita e muitos já comercializaram seu produto por não ter onde armazenar”, ressaltou José Milton, e finalizou. “Estamos correndo contra o tempo, precisamos assegurar pelo menos o preço minimo do arroz”, destacou o deputado, salientando que mesmo o preço minímo de R$ 25,80 ainda onera o rizicultor, que tem como custo de produção R$ 29. Após a explanação de agricultores e lideranças foi estabelecida um carta com as reivindicações da classe, o próximo passo será a formação de uma frente parlamentar com representantes dos três estados do Sul e chegar até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou na presidente Dilma. “O ministro da Agricultura tem ciência da situação, mas não possui força política para mudar o panorama”, finalizou o deputado, acreditando que há tempo para que o governo adote iniciativas que melhorem a situação do agricultor.
Ao todo foram estabelecidos 14 pleitos, nove ao governo federal e cinco ao estadual, dentre eles, respectivamente, a prorrogação imediata do Empréstimo do Governo Federal (EGF) para 31 de outubro e rediscussão posterior, a suspensão da exigência do licenciamento ambiental até a definição do Código Florestal Brasileiro; a modernização dos instrumentos de comercialização pelo governo federal como, por exemplo, preço, meta e subvenção, assim como o aumento do crédito presumido do ICMS nas saídas de arroz beneficiados originados de matéria prima de Santa Catarina, agilidade no trâmite de autorização de recuperação do crédito de ICMS para o produtor (SEF) e a instalação do programa de armazenamento com juro zero, entre outros.
Estiveram presentes no encontro o Delegado Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário de Santa Catarina, Jurandir Teodoro Gugel, o presidente da Sindarroz, Maury Santos Junior, o superintendente da CONAB, Sione Lauro de Souza, o gerente de Operações da Geope CONAB, Lurdes Maria Ninkoetter, o representante do Banco do Brasil, gerente da agência de Turvo, Rene Cesar Bortelli, deputados estaduais Adilor Guglielmi – Dóia (PSDB) e Manoel Mota (PMDB), os deputados federais Rogério Peninha Mendonça (PMDB) e Jorge Boeira (PT) e o secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Jair Rodrigues.

Assessoria de Imprensa
(48) 3221 – 2671

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