
O deputado Joares Ponticelli (PP) participou na manhã desta quinta-feira (06/10) da sessão ordinária no plenário da Assembleia. A princípio, o parlamentar deveria estar nesta data no Rio de Janeiro, defendendo os fumicultores na audiência que a Anvisa promoveria para debater a proibição a comercialização do chamado “fumo de estufa”. Entretanto, o órgão cancelou o debate na vespera, quando Ponticelli já embarcava em um vôo com destino ao Rio. “Lamentável esta atitude da Anvisa, que diante da grande mobilização que os fumicultores estavam preparando, resolveu cancelar a audiência. Nossa posição é em favor dos fumicultores e continuaremos lutando para que os pequenos agricultores possam continuar trabalhando em uma atividade que representa o sustento para muitas famílias”, enfatizou o deputado.
“Um jogo sórdido”. Esta foi a expressão encontrada pelo vice-líder do PP, deputado Joares Ponticelli, para classificar a atitude da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de cancelar o encontro que ocorreria nesta quinta-feira (6) no Rio de Janeiro para tratar da proibição, pela Anvisa, da adição de açúcar ao fumo tipo “Burley”, que é majoritariamente produzido pelos fumicultores catarinenses (outros do Rio Grande do Sul e Paraná).
Conforme explicou Ponticelli, a adição de açúcar de faz necessário porque, no processo de secagem daquele tipo de fumo, o açúcar desaparece, tendo de ser reposto depois. O encontro no Rio contaria com a participação de parlamentares, sindicatos e produtores de fumo.
A postura da Anvisa em cancelar um encontro previamente definido – quando centenas de fumicultores já se encontravam no Rio ou a caminho, lotando vários ônibus – teve o claro objetivo de desmobilizar qualquer pressão ou manifestação para que a Agência reveja sua posição, alertou Ponticelli, em pronunciamento hoje na Assembleia Legislativa.
“Os agricultores não merecem isso, eles não são bandidos”, protestou o parlamentar, lembrando que essa situação atinge especialmente os catarinenses pelo perfil de minifúndios das propriedades. No estado, são 17 mil famílias de agricultores que sofrerão com a decisão. No País, cerca de 60 mil.
Ponticelli fez questão de registrar que não é a favor do fumo, pelo contrário, é a favor de todas as campanhas, mas que é preciso – se a questão for abolir esse tipo de lavoura – que as famílias produtoras tenham tempo para mudar seu tipo de produção, com subsídios do Governo Federal. “O que não podemos aceitar é que simplesmente se tire dessas famílias sua fonte de sustento, jogando-as na miséria, nas periferias da cidade”, reclamou. Ele chamou a atenção para o fato de que cerca de 40% do cigarro consumido não provêm das lavouras nacionais, mas do contrabando do Paraguai. “Sobre o contrabando é bom que se diga que não há controle quanto ao que os cigarros contrabandeados contêm.”
O primeiro sinal de que alguma coisa não estava certa, na opinião de Ponticelli, foi a decisão da Anvisa de marcar o encontro no Instituto do Câncer (!), no Rio. “Por que num lugar tão distante da área onde se produz o fumo? Se continuar assim, não dá para descartar que o próximo encontro seja marcado para o interior da Amazônia ou do Acre”, ironizou Ponticelli. No final, conclamou seus pares para que todos possam intervir, em conjunto, buscando uma solução para esse problema.”
Com informações da Assessoria de Imprensa da Bancada do PP/Jandyr Côrte Real
Julio Cancellier
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