
O deputado estadual Ivan Naatz (PL) repercutiu no plenário da Alesc o reflexo das recentes operações policiais realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado- Gaeco em Blumenau , tendo como alvo contratos celebrados pela prefeitura na gestão anterior.
Apontou que no caso da Operação Ponto Final que investiga suposto esquema de fraude em licitações e corrupção envolvendo contratos públicos, obras importantes e estratégicas para a mobilidade urbana e infraestrutura em diversas regiões da cidade começaram a ser paralisadas, já que algumas empresas alvos das investigações tiveram contas bloqueadas pela Justiça e passaram a ter dificuldades para manter os serviços .
“A sociedade continua impactada pelos acontecimentos, já perdeu o dinheiro público, e agora perde também em serviço, em qualidade e atendimento”, afirmou o parlamentar, acrescentando que “o que aconteceu na gestão municipal passada de Blumenau é um exemplo de como a corrupção e a má gestão pública pode trazer vantagens financeiras para alguns e, de outro lado, ao mesmo tempo, prejudicar diretamente toda a população.”
Naatz disse ainda que o problema acabou “sobrando” para o atual prefeito Egídio Ferrari (PL) e sua equipe jurídica que está tendo que notificar essas empresas para que, com urgência, retomem as obras, já que eles tem contrato com o município e independente da situação judicial que estejam passando , precisam cumprir com seus contratos. Mas caso haja o abandono definitivo, observa que o atraso será ainda maior com a necessidade de abrir novos processos licitatórios, causado ainda mais transtornos para a população.
Observou também que, pelo menos, graças às investigações, mais de R$ 54 milhões que teriam sido desviados dos cofres públicos foram bloqueados. Mas , ao mesmo, lamentou que apesar de todas as provas coletadas ate agora e de todo o grande volume desviado, ninguém ainda foi preso. “A Polícia Civil e o Ministério Público fizeram um excelente trabalho investigativo. Resta agora que os responsáveis sejam processados e punidos exemplarmente, já que a grande maioria deles, tem nome , sobrenome e endereço”, concluiu Naatz .
*Comunicação – Em 02-07- 26
