
A greve dos servidores estaduais da saúde, que completa nessa terça-feira (20) 28 dias de paralisação, foi tema de pronunciamento do deputado Sargento Amauri Soares (PDT) na tribuna da Assembleia Legislativa.
O deputado denunciou o uso de coerção e abuso de poder do governo do Estado contra os servidores públicos em greve. No domingo de tarde, cinco servidores tiveram que dar depoimento na delegacia por causa da greve, e na tarde dessa terça-feira, 40 grevistas também foram convocados para ir à delegacia. Segundo Soares, a maioria foi intimida por telefone. Dirigindo-se ao
delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D'Ávila, o deputado cobrou responsabilidade: “Todos nós sabemos que não existe intimação por telefone. A intimação tem que ser assinada pela pessoa intimada, que terá 72 horas para comparecer. É abuso de autoridade o que está se cometendo, evidentemente para agradar o governo e tentar amedrontar os trabalhadores”, criticou.
O parlamentar voltou a criticar as duas decisões da Justiça em que pediam, primeiro, a manutenção de 70% dos serviços em saúde e, segundo, a distância de 200 metros dos grevistas das unidades hospitalares. “Nós aqui na tribuna, antes mesmo do sindicato receber a intimação, avisamos que a segunda era contraditória em relação à primeira e provocaria o caos, era irresponsável, insana”, criticou. “É óbvio que vai faltar gente para fazer o serviço”.
Sargento Soares ainda recorreu ao governador Raimundo Colombo para buscar uma solução à crise instalada na saúde pública para não acontecer erros “ainda mais graves”.

