
O plenário da Câmara de Vereadores de Joinville ficou lotado durante a audiência pública da Assembleia Legislativa, dia 13, para debater os terrenos de marinha. O deputado Darci de Matos (PSD), que pediu a realização deste evento, disse que ali estavam pessoas que iriam esclarecer dúvidas sobre esta legislação e criticar este abuso do governo federal que “cobra contribuição sem dar nenhuma contrapartida e também não respeita o direito à propriedade. Só com mobilização esta situação irá mudar”. Estavam presentes, além de Darci de Matos, os deputados João Amin (PP), presidente da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano, que coordenou os trabalhos, e Kennedy Nunes (PSD); os deputados federais Esperidião Amin (PP) e Marco Tebaldi (PSDB), respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão Especial de Terras da Marinha da Câmara Federal; o historiador Dilney Cunha; Carlos Adauto Virmond Vieira, advogado e secretário de Estado de Assuntos Internacionais; e André Ricardo de Souza, superintendente de Patrimônio da União em Santa Catarina. Esperidião Amin lembrou que os trabalhos da Comissão Especial deverão encerrar-se em outubro e “se não for possível concluir um acordo deveremos fazer uma mobilização como esta que está acontecendo em Joinville”. Este é um problema que aflige 40 mil catarinenses. O pescador Sérgio Luiz Correia deu um depoimento emocionante mostrando a angústia destas famílias. Disse que há 30 anos construiu uma casa em terreno da marinha, pagou as taxas, mas “amanhã o SPU irá lá para destruir a minha residência”.
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