
Vivemos um processo de litoralização em Santa Catarina, mas é preciso que haja harmonia com a região Oeste, que é o grande celeiro que mantém a agroindústria, grande referência econômica do Estado e do país. A declaração é do deputado Altair Silva (PP), em entrevista hoje à TV AL (televisão da Assembleia Legislativa), onde abordou os temas mais prementes, em especial ao Meio-Oeste catarinense. Segundo Altair, uma das questões centrais para o desenvolvimento da região e, por conseqüência, da economia estadual, é a duplicação da BR-282. “Como cidadão chapecoense, há 30 anos, sei que um sonho antigo é ver a BR-282 concluída. O Grande Oeste cresceu, graças ao empreendedorismo, em especial do agronegócio, e a BR-282 se transformou no que a BR-101 era, há 15 anos, para o Litoral catarinense”, observou Altair, exemplificando com a situação da 101 antes da duplicação do trecho norte. Lembrou que o Oeste precisa de condições adequadas para escoar a sua produção, já que é polo da avicultura e suinocultura, além de setores como o da indústria moveleira, sem contar os inúmeros containers para exportação. E a 282 é a via essencial.
Mas para a região Oeste, particularmente o Meio-Oeste, há outros fatores ligados que são igualmente essenciais ao seu desenvolvimento, como as ferrovias. Neste caso, entra em questão a chamada Ferrovia do Milho, projeto de ligação ferroviária entre a região central do País e o Meio-Oeste Catarinense. “O Mato Grosso tem milho a R$ 10,00 a saca, enquanto que em Santa Catarina este valor pula para R$ 24,00 ou R$ 25,00 a saca. Falta o acesso ao insumo, que é o milho, o que leva agroindústrias a migrarem para o Centro-Oeste brasileiro. “Nossa região vive um verdadeiro apagão de logística e precisa urgentemente de meios compatíveis com o seu crescimento”,enfatizou.
Também a duplicação de rodovias estaduais, que fazem conexão com a BR-282, é vital para o desenvolvimento da região, como a ligação entre São Miguel do Oeste a Campos Novos, citou o parlamentar.
Altair destacou ainda a necessidade da adequação do Código Florestal catarinense ao similar nacional. “A conclusão final da revisão do Código é essencial para destravar a economia de Santa Catarina, precisamos adequá-lo ao Código Nacional. Aí, teremos realmente segurança jurídica, com os seus reflexos como a geração de empregos”. Altair é também autor de proposta de sessão solene para homenagear o técnico agrícola, evento previsto para o dia 5 de novembro em Chapecó.
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