Aguiar cobra estudo técnico para federalizar trecho da SC-477 no Planalto Norte


10/06/2015 - 19h57min

Deputado Antonio Aguiar ocupa tribuna na sessão desta quarta (10). FOTO: Divulgação

Deputado Antonio Aguiar ocupa tribuna na sessão desta quarta (10). FOTO: Divulgação

A necessidade de o governo catarinense apressar providências para viabilizar a federalização do trecho da SC-477 entre Papanduva e Canoinhas foi motivo de pronunciamento do deputado Antônio Aguiar (PMDB) nesta quarta-feira (10). Ele expôs a necessidade de a Secretaria de Infraestrutura contratar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) do segmento de 34 quilômetros, que serve de junção entre as BRs 116 e 280, no Planalto Norte, para que, a partir dessa providência, em ação conjunta com o DNIT, o Estado possa encaminhar o processo de passagem do trecho ao controle da União.

Aguiar explica que a vantagem está no fato de o trecho específico ter sido incluído no Plano Nacional de Viação (PNV), com recursos previstos para sua recuperação. A estrada está em mau estado de conservação e necessita recapagem com asfalto, obras complementares e projetos de atualização do trajeto, além de sinalização vertical e horizontal. Como foi classificada no PNV como rodovia com traçado convergente com o de uma federal projetada, fica mais fácil sua incorporação. Isso agiliza a modernização e poupa gastos para o governo catarinense. “Um estudo técnico deve custar cerca de R$ 1 milhão, mas a recuperação total do trecho deve passar de R$ 25 milhões. Ou seja, usuários vão ganhar uma estrada melhor, em menor tempo, com custo bancado pelo governo federal”, sugere o deputado.

O anúncio das concessões de rodovias, portos e aeroportos pelo governo federal também passou pelo crivo do líder da bancada do PMDB na Assembleia. Aguiar focou especialmente a possibilidade de a BR-280 ser privatizada entre São Francisco do Sul e Porto União. “Com o leilão dessa rodovia, muda uma cultura entre usuários, que vão ter que pagar para utilizar a estrada, e desde já quero me posicionar. Se as estradas forem bem conservadas, seguras e garantida a trafegabilidade, então podemos aceitar as concessões, preservando-se também a garantia de trânsito local sem pedágio no âmbito dos municípios, mesmo que a partir de rotas alternativas, como margens das rodovias”.

Mas o parlamentar alertou que, no caso da BR-280, será preciso resolver graves gargalos de trânsito, como é a questão do acesso a São Francisco do Sul, com a intensa demanda de caminhões em razão do porto, bem como os problemas de trânsito urbano em Guaramirim e Jaraguá do Sul. “Quase o mesmo acontece no perímetro urbano de Porto União, que certamente terá que ganhar uma alça rodoviária fora da cidade”, avalia Aguiar.

Assessoria da Bancada do PMDB

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias