
O deputado Adrianinho De Martini (PT) cobrou que a Secretaria de Estado da Saúde encontre uma alternativa para solucionar problemas relacionados ao gerenciamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em SC (Samu).
Em junho de 2018, o governo assinou um contrato com a OZZ Saúde para operacionalizar o serviço, mas as denúncias de irregularidades relacionadas ao descumprimento contratual por parte da empresa não param de chegar.
“Esta empresa recebe R$ 116,21 milhões por ano para fazer a gestão do serviço, mas ela não consegue atender adequadamente a demanda.” O deputado disse que o próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) já determinou à SES que se abstenha de prorrogar o contrato que se encerra em 31 de dezembro deste ano.
“O TCE destacou a falta de manutenção da frota de ambulâncias, atrasos nos pagamentos de verbas trabalhistas, a falta de limpeza e esterilização das unidades, além da ausência de equipamentos básicos e de proteção individual para as equipes em atendimento.”
Segundo Adrianinho, em Xanxerê, a situação não é diferente e, por isso, apresentou uma indicação, na Alesc, sugerindo ao governador a reestruturação funcional e a melhoria das condições de trabalho do Samu. “A falta de manutenção e os equipamentos sucateados estão deixando as ambulâncias paradas no município.”
No âmbito trabalhista, os profissionais reclamam das más condições de trabalho, férias atrasadas e necessidade de reposição salarial, o que não acontece há quatro anos, segundo o Sindisaúde.
“O trabalhador do Samu se encontra bem prejudicado quanto aos seus direitos, sem férias há dois anos e sem depósito do FGTS. Eles relatam que faltam itens básicos nas ambulâncias, como máscaras, aventais e EPIs. Necessita-se com urgência ações para a melhoria deste importante serviço à comunidade”, salientou.
Juliana Wilke
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