Comunicação

Cultivo de hortas escolares e da compostagem é tema de seminário


Evento valoriza práticas ecológicas nas escolas e defende o cultivo de alimentos como política pública de saúde e educação.

Pedro Schmitt
21/08/2025 - 14h59min

O seminário aconteceu no Auditório Deputada Antonieta de Barros, na Alesc.

O seminário aconteceu no Auditório Deputada Antonieta de Barros, na Alesc.

FOTO: Rodrigo Correa/Agência AL

Série de encontros já teve edições em Itajaí, Lages e Criciúma

A promoção de hortas e espaços de compostagem no ambiente de unidades escolares  é a proposta do seminário promovido pela Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Assembleia Legislativa. O evento aconteceu nesta quinta-feira (21), no Auditório Deputada Antonieta de Barros, com participantes da rede pública e privada de Florianópolis e região.

O Seminário Hortas e Compostagem em Ambientes Escolares é iniciativa do deputado Marquito (Psol), que preside a Comissão. O evento já teve edições anteriores em Itajaí, Lages e Criciúma, e mais uma está programada para Concórdia, em setembro, sempre em parceria com a Escola do Legislativo da Alesc.

“A promoção da agroecologia garante um solo mais saudável e a saúde da comunidade escolar”, explica o parlamentar, que aposta na oportunidade de troca de informações “para refletir de que forma podemos instituir essas atividades como políticas públicas, fortalecendo a aproximação do ser humano com a natureza”.

Iniciativa quer capacitar professores e gestores escolares
Durante o evento, os participantes aprendem como construir uma horta pedagógica e compostar os resíduos orgânicos. A pedagoga especializada em ecologia Fabiana Nogueira atua numa escola em São José e fez a palestra de abertura. Ela explica que a proposta é ensinar a “conectar com a natureza e preservar o que nos rodeia, e partir de ações pontuais para a formação de uma grande rede, com a capacitação de professores, gestores, e da comunidade, para implantar mais hortas nos ambientes das escolas”.

Merendeiras das escolas são parceiras no cultivo de hortas
O agrônomo Júlio Maestri abordou a importância do envolvimento da comunidade escolar, e destaca que Florianópolis mantém tradição de cultivo de hortas escolares. Segundo ele, cerca de 70 unidades da rede municipal têm hortas ativas e mais de 40 espaços para compostar resíduos orgânicos. Ele destaca parcerias, como as de cozinheiras e merendeiras que ajudam a manter hortas para cultivar temperos que não são fornecidos com os alimentos da merenda escolar. “Procuramos valorizar experiências para que mais professores entendam a importância dessa iniciativa”.

Crianças se entusiasmam com a prática
Bernadete Vera Krein é a responsável pela horta da creche localizada no bairro Rio Vermelho, o NEIM Lausimar Maria Lauss. Ela trabalha com crianças até cinco anos e conta que motiva a curiosidade contando que antes “algumas sementes não germinavam por falta de vitaminas na terra, e que essas eram jogadas no lixo. Quando explico que as cascas de alimentos são as vitaminas, todas se interessam, querem colaborar”, diz, lembrando que “a horta é um laboratório vivo, cheio de mistérios e segredos”.

Interação comunitária
A professora Shirlen Vidal de Oliveira trabalha com jovens e adultos do SEJA do Núcleo Quilombola do Rio Vermelho, e passou a desenvolver a horta também com crianças da comunidade. Ela explica que o trabalho com a pedagogia alternativa prevê tempo de aula e de interação comunitária. “Por isso cultivamos horta, viveiros de mudas, compostagem e minhocários, sempre abertos à visitação de estudantes de outras escolas e visitantes que queiram conhecer o nosso trabalho”.

Valorizar cultura do lixo zero
O encontro também contou com o professor de agronomia da Udesc Germano Guttler, que abordou a experiência de Lages, visando a implantação do “lixo zero”, com a separação adequada de resíduos e aproveitamento dos restos orgânicos para processos de compostagem.

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